Categoria: Gatos

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Saiba se o gato é o pet ideal para você e sua família

Ter um gato de estimação é um desejo de muita gente. Apesar dessa preferência, algumas pessoas ainda têm dúvidas em relação à criação de um felino. Surgem questionamentos acerca da adaptação à presença desse animal no dia-a-dia, sobre as dificuldades em cuidar do bichano adequadamente, entre outras. Para saber se o gato é realmente uma boa opção para você e sua família, é necessário conhecer alguns aspectos deles. Veja a seguir.

 

Quais são as vantagens de se ter um gato

Primeiramente, vamos destacar as principais vantagens que a criação de um gato oferece em relação a outros pets.

- Silêncio: gatos raramente fazem barulho. Os que vivem dentro de casa só costumam miar quando querem pedir algo, e mesmo assim em um volume baixo. Gatos que vivem soltos e não são castrados podem apresentar miados estridentes (na rua) quando estão na fase de reprodução ou durante brigas. Mas esse comportamento é facilmente evitado com a castração.

- Higiene simples: os felinos são animais higiênicos. Pelo fato de se “auto limparem” diariamente ao se lamberem, a frequência necessária de banhos em gatos é bem baixa. Alguns até defendem que não é necessário dar banhos nos felinos. Outro aspecto interessante é que os gatos usam a caixinha de areia para fazerem suas necessidades. Isso facilita muito a limpeza da casa, pois a sujeira fica concentrada apenas na caixa. E os gatos aprendem muito facilmente a usá-la.

- Gatos não se importam de ficar sozinhos: não é que nós devemos deixar os felinos sem atenção ou sem a nossa presença por dias. O fato é que eles se adaptam bem a vida moderna, onde nós ficamos várias horas do dia fora de casa. Raramente os gatos apresentam algum sintoma de ansiedade ou tristeza por estarem longe do dono por um longo período.

 

Gatos com crianças

Algumas pessoas que têm crianças pequenas em casa ficam com receio de pegar um gato de estimação. Esse medo pode surgir pelo mito de que gatos são traiçoeiros ou perigosos. Mas na realidade são muito raros os ataques de gatos a crianças em situações normais do dia-a-dia de uma casa, e quando acontecem, na maioria dos casos seriam fáceis de evitar. Qualquer animal de estimação pode atacar ao se sentir acuado ou amedrontado, portanto é necessário ensinar à criança como cuidar de um pet com responsabilidade e carinho, respeitando os seus limites. Gatos não gostam de ser agarrados e se assustam com facilidade, então a criança deve entender que eles não são como brinquedos. Uma dica importante para quem pegou um gato ainda filhote é acostuma-lo com a manipulação desde cedo, com isso ele se tornará um adulto bem mais tolerante. Existem raças que são mais tranquilas e são boas opções para convívio com crianças, como: Persa, Ragdoll, American Shorthair e Maine Coon.

Casas com crianças geralmente são mais barulhentas, com muita movimentação, brincadeiras e às vezes bagunça. Isso pode incomodar os gatos, que são animais que gostam que seu espaço seja respeitado. Por isso é importante que haja alguma parte da casa para o felino ficar tranquilo. Pode ser uma casinha, uma toca, uma estante alta, ou até um cômodo que as crianças não têm acesso.

Apesar desses cuidados que uma casa com crianças e gatos exige, existem grandes benefícios que essa convivência apresenta. Ter um gato ajuda no desenvolvimento das crianças, ensinando regras e responsabilidades de forma leve e natural.  Existem estudos que relacionam uma melhor imunidade em crianças que mantêm contato com esses animais desde a primeira infância.

             

Gatos para idosos

Conforme já deu pra perceber, gatos são pets bem tranquilos. Um gato castrado vive tranquilamente dentro de casa, não faz barulho e não exige cuidados que demandem aptidão física. Basta cuidar com carinho e atenção. Essa característica torna o gato uma excelente escolha para pessoas idosas. A mobilidade reduzida e o estilo de vida mais pacato dos idosos combinam muito com a criação de um gato.

O ato de cuidar do gatinho traz uma ocupação importante para pessoas que passam longos períodos sozinhas, ou que têm mais tempo ocioso. O convívio com os gatos é utilizado inclusive em terapias que visam melhorar a qualidade de vida de idosos e pessoas com algum tipo de necessidade especial, são os chamados pets terapeutas, ou terapia assistida por animais. Os animais de estimação (principalmente cães e gatos) ajudam a diminuir o estresse, combatem a depressão e o isolamento e estimulam a atividade física, trazendo afeto e motivação. Uma pesquisa que durou 10 anos mostrou que ter um gato pode reduzir em até 30% os riscos de ter um ataque cardíaco, provavelmente por esses benefícios citados acima.

           

Adotando um gato adulto

Para quem pensa em adotar, seja um gato de raça ou um SRD (sem raça definida), vale a pena pensar em pegar um animal já adulto. Claro que todos gostam de um filhotinho, eles são apaixonantes, mas adotar um animal adulto também é recompensador.

Para pessoas que têm menos tempo disponível, ou para aqueles que ainda não estão preparados para a bagunça que o filhote causa, adotar um gato adulto é uma ótima ideia. O gato adulto não vai passar pela fase de destruição típica dos filhotes, poupando esforços para seu tutor. Outra vantagem é que você provavelmente saberá de antemão qual é o temperamento daquele gato. A pessoa que entregar normalmente irá relatar se é um gato mais arisco ou manso, se gosta de bagunça ou se é tranquilo. Isso é uma segurança que o tutor terá para evitar surpresas. Outro detalhe é que na maioria das vezes os gatos adultos já vêm castrados, o que resulta em vários benefícios.

Talvez a única dificuldade do gato adulto seja a adaptação à nova casa. Gatos são animais territorialistas, e só ficam tranquilos após um período de aclimatação ao ambiente em que estão. Quando ocorre uma mudança, é normal que o animal sinta-se deslocado, gerando um pouco de estresse e medo no bichano.  Com alguns cuidados esse processo pode se tornar mais tranquilo: assim que o gato chegar é necessário coloca-lo em um cômodo calmo, com acesso fácil à caixa de areia, à comida e à água. Não force o contato do gato com os membros da casa, deixe que ele vá até as pessoas voluntariamente. Se ele se esconder não se preocupe, isso faz parte do processo de adaptação, e o importante é ter muita paciência. Com o passar dos dias, tente afagar o animal enquanto ele come ou quando ele se mostra relaxado. Seguindo essas dicas será questão de tempo até o gato se sentir seguro a ponto de viver feliz na sua nova casa.

        

Fontes consultadas

Glenn N. Levine - Pet Ownership and Cardiovascular Risk - A Scientific Statement From the American Heart Association –  Circulation

Joyce Heiden, Wellington Santos - Benefícios psicológicos da convivência com animais de estimação para os idosos. ÁGORA, v. 16, n. 2(A), I Seminário Integrado de Pesquisa e Extensão Universitária