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Raças de gatos - qual escolher?

Só recentemente a atenção sobre as diferentes raças de gatos começou a aumentar, pelo menos aqui entre nós no Brasil. Exceção feita aos criadores de Persa, que sempre cultivaram a divulgação e a valorização de seus animais, a maioria dos gatos domiciliados no país sempre foi constituída por animais adotados ou simplesmente recolhidos das ruas.

Ao contrário dos cães, onde a noção de raça é muito mais estabelecida entre o público geral, quase todo mundo desconhece as principais raças dos gatos. Com os cães, todos ‘procuram’ identificar a raça do animal instintivamente. Já percebeu que uma das primeiras perguntas que fazemos ao encontrar um cão bonito, mas diferente do usual, durante um passeio nas ruas é justamente ‘de que raça ele é? ’. Com os gatos isso ocorre mais raramente.

E isso se justifica, pois o surgimento da maior parte das raças de gatos é relativamente recente. Algumas raças surgiram naturalmente, enquanto outras foram desenvolvidas através de cruzamentos planejados no intuito de fazer um melhoramento genético, geralmente para fixar alguma característica física ou de comportamento. Enquanto os gatos da raça Munchkin devem ter as patas curtas, por exemplo, outros gatos como o Bengal devem apresentar característica oposta.

 

As raças mais comuns e suas características

As raças de gatos apresentam uma grande variedade de cores e padrões e podem ser divididas em 3 categorias distintas: os de pelagem longa, os de pelo curto e os sem pelos. A cor dos olhos também pode estar relacionada a certas raças.

 

Conheça agora um pouco sobre as principais raças criadas no Brasil.

Persa: Originados da Pérsia (atual Irã), os gatos Persa foram trazidos para a Europa no século XVII. Possuem uma aparência tranquila e majestosa, sendo associado aos gatos dos Reis. Sua principal característica é o nariz achatado o que lhe confere uma expressão doce e suave. Possui uma estrutura óssea pesada, e o pelo muito cheio e denso, o que acentua a sua aparência arredondada. A pelagem do gato Persa é longa em todo o corpo, e muito cheia.

Siamês: Acredita-se que a origem exata da raça seja o Sudoeste Asiático, mais especificamente o Sião (atual Tailândia), onde eram tidos como o gato da realeza e mantidos em templos sagrados. O gato siamês tem uma aparência marcante e adorável com seus pelos bem clarinhos e extremidades (como rosto, patinhas, rabos e orelhas) escuras. Eles são independentes, altamente fiéis e muito tranquilos, além de serem inteligentes e bem curiosos.

Maine Coon: O Maine Coon é conhecido popularmente como ‘gato gigante’ e tem como principal característica o fato de ser mesmo enorme. Um gato de médio porte da raça passa dos 8 kg. As origens da raça são incertas. A teoria mais aceita entre os criadores é que o Maine Coon teria sido desenvolvido a partir do cruzamento entre gatos nativos de pelo curto e gatos europeus de pelo longo, possivelmente levados da Europa por Vikings. Esta seria uma explicação plausível para a semelhança entre esta raça e o Norwegian Forest, raça norueguesa que viajava com os Vikings do século XI.

Outro fato que fortalece essa origem é que essa raça apresenta um grande fascínio por água – um traço de sua personalidade que viria de seus ancestrais, que viviam a bordo de navios durante boa parte de suas vidas.

Angorá: O Angorá, ou Angorá Turco, é provavelmente uma das raças de gato mais antigas. Proveniente da região de Ancara, na Turquia, a raça é conhecida na Europa desde o início do século XVII. Para quem gosta de gatos com a pelagem longa, esta é uma fantástica opção. Trata-se de um gato lindíssimo, independente e considerado como um dos mais inteligentes do mundo felino.

 

Raças exóticas

O interesse por animais diferentes, com um toque exótico, é uma tendência que vem sendo observada nos últimos anos. Os gatos apresentam diversas ‘opções’ para aqueles que curtem ter um animalzinho que chame a atenção por ter um ‘quê’ de estranheza ou exotismo em sua aparência. O Sphynx é um gato totalmente sem pelagem e com as orelhas bem compridas, seu visual é bem diferenciado do que estamos acostumados. Sua aparência divide opiniões: há os que considerem o animal como dono de uma beleza exótica. Outros o acham feio..., mas ninguém discute que eles são animais ativos, afetuosos, e bastante apegados aos seus donos.

Já o Mau Egípcio é uma raça muito antiga, descendente de gatos selvagens africanos. Existem registros em papiros que datam de 1550 aC. que retratam gatos pintados, com a aparência do Mau egípcio. Sua principal característica, além da elegância e nobreza é a sua pelagem. É considerada a única raça natural de gatos domésticos com esse padrão de pelagem pintada (spotted).

A raça Savannah é um caso à parte. Trata-se de um animal híbrido, fruto do cruzamento entre o gato doméstico e o Serval, um felino selvagem de origem africana. A cruza incomum despertou o interesse de muitos criadores no final da década de 1980 e início da de 1990, mas a raça foi reconhecida internacionalmente somente a partir do ano de 2001. De aparência elegante, este animal apresenta um corpo magro e longo, com pernas compridas e cabeça pequena em relação ao corpo, características típicas de seu ancestral africano. Essas particularidades atribuem a raça Savannah um visual exótico e selvagem.

           

Como escolher?

Mas qual gato eu devo escolher? Que raça é a indica para mim? Que fatores eu devo levar em conta na hora de decidir por qual raça de gato eu irei criar? Da mesma forma que para com os cães, devemos primeiramente estudar o nosso perfil. Sou mais ativo, ou uma pessoa mais calma e doméstica? Quero um animal bem tranquilo, ou mais ativo e brincalhão? Tenho filhos que irão brincar com esse animal? As crianças são um fator importante, pois principalmente as pequenas, gostam de pegar, apertar, e beijar os animais. Sendo assim, precisamos nesse caso de uma raça que possa conviver bem nestas condições. O Angorá, por exemplo, é um animal muito brincalhão e que adora crianças. Por isso, a dica é clara: sempre pesquise sobre o comportamento da raça ANTES de resolver adquirir um animal.

A questão dos pelos também é importante. Um animal de pelo longo demandará mais atenção dos proprietários, pois a escovação deve ser diária. Além disso, a sua casa ficará com sinais visíveis da presença dos bichanos de pelo longo.

Vale a pena frisar que, a alergia a gatos e outros animais não é produzida por seus pelos, sejam eles curtos ou longos; mas sim pela urina, saliva e secreções das glândulas sebáceas. Ao se lamber, o gato deposita (alérgenos ou substâncias alergênicas) nos pelos e estes podem causar reações alérgicas em pessoas que tocam ou se aproximam do felino. Estas substâncias também podem ficar aderidas a tapetes, estofados e roupas. A alergia a gatos não depende portanto de sua raça, nem da cor, tamanho ou comprimento de seus pelos. O que determina é a reação do paciente aos alérgenos.