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Qual é quantidade ideal de proteína para cães?

Nosso último texto do blog falou bastante sobre a importância da proteína para os cães. Explicamos em detalhes as funções desse nutriente, as diferenças entre os tipos de aminoácidos e quais são as fontes  ideais para os cães. No texto de hoje, você vai conhecer bem sobre as quantidades necessárias de proteína e entender porque devemos oferecer uma alimentação rica nesse nutriente. 

 

Valores mínimos recomendados     

Inicialmente precisamos esclarecer quais são os valores mínimos de proteína recomendados. Conforme temos explicado no blog, cães pertencem à classe dos animais carnívoros, e, portanto, necessitam de alimentos de origem animal (naturalmente ricos em proteínas). Atualmente, existem publicações de referência em nutrição para cães e gatos, tais como NRC de 2006 - National Research Council  Nutrient Requirement for Dogs and Cats , o FEDIAF – Federação Europeia das Indústrias Petfood e a AAFCO, publicação oficial americana que regulamenta os alimentos para animais. Essas publicações fornecem tabelas com as recomendações nutricionais mínimas, tanto para cães, quanto para gatos, em suas diferentes fases da vida.

Segundo a publicação mais atual do FEDIAF (2017), o valor mínimo de proteína na dieta para um cão adulto é de 18% a 21%, dependendo do valor calórico do alimento. Para filhotes de até 14 semanas de idade e para gestantes o mínimo é de 25%. Em animais com mais de 14 semanas a recomendação é de 20%.

 

Porque oferecer mais que o mínimo

Os valores listados acima se referem ao mínimo recomendado, ou seja, qualquer quantidade a menos que isso é prejudicial para a saúde do animal. Aqui é bom esclarecer que essa porcentagem é correspondente à alimentação completa do cão. Quando o animal ingere outros alimentos com porcentagens mais baixas de proteína, ele acaba diluindo o total desse nutriente na dieta. Isso significa que oferecer apenas o mínimo pode ser arriscado. Outro detalhe é que apesar de haver um consenso do nível mínimo de proteína necessário, sabemos que cada animal tem sua particularidade física e metabólica. Com isso em mente, dá para entende porque é mais interessante que o cão se alimente com uma quantidade acima do mínimo.

Os alimentos para cães são formulados de maneira que fiquem plenamente equilibrados em nutrientes. Um alimento com menos proteína acaba por consequência tendo maior quantidade de outro macronutriente, como o carboidrato e/ou a gordura por exemplo. Cães descendem dos lobos, e herdaram suas características alimentares.  Os lobos e os cães selvagens se alimentam de presas que contêm grande quantidade de proteínas, e baixos níveis de carboidratos. Por isso uma dieta rica em proteínas é a mais próxima da alimentação natural dos carnívoros.

E não é somente a quantidade da proteína que é importante, devemos nos atentar também à qualidade. A qualidade da fonte de proteína é medida pelo nível de digestibilidade e pela concentração de aminoácidos essenciais do alimento. As vísceras e as carnes em geral são as fontes de proteína de melhor valor biológico, ou seja, facilmente digeríveis pelos cães, e com ótima proporção dos aminoácidos desejados.

         

Excesso de proteína faz mal?

Não existem referências oficiais sobre níveis máximos de proteína que o cão pode comer. Sabe-se que cães toleram altos índices de proteína em sua dieta, índices esses muito distantes do mínimo recomendado. Porém, quando um animal ingere em excesso um macronutirente, ele acaba se transformando em energia que será estocada no organismo para ser utilizada depois, a gordura corporal. Para falar disso precisamos saber que a proteína é uma molécula que oferece aproximadamente 4 calorias por 1g, assim como o carboidrato. Já a gordura tem uma média de 9 calorias por 1g. Com isso em mente, imagine então que o excesso de gordura na alimentação oferece muito mais calorias do que o excesso de carboidratos ou proteínas, e que um deslize na quantidade desse nutriente acaba levando a um maior ganho de peso pelo cão. 

Sobre o carboidrato, é importante destacar que mesmo que ele ofereça a mesma quantidade calórica que a proteína, dependendo do tipo e quantidade do carboidrato, pode aumentar os níveis de açúcar no sangue, gerando picos de insulina que irão levar esse açúcar para dentro das células. As células vão então guardar essa energia excedente na forma de gordura. Com o tempo, uma dieta rica em carboidratos pode então aumentar o depósito de gordura corporal e o peso do animal, predispondo a uma série de doenças que explicamos em outro artigo. Por isso a importância da dieta ser equilibrada e conter os níveis adequados de cada nutriente , respeitando-se a natureza carnívora do cão.

Já animais idosos e/ou com doenças renais podem ter algum problema quando ingerem muita proteína, tendo dificuldade em eliminar o excesso. Felizmente todos os alimentos para cães disponíveis no mercado mantêm os níveis de proteína com ampla margem de segurança. Conforme já dissemos parágrafos acima, a qualidade também é importante. Proteínas de alto valor biológico são ainda mais indicadas para cães nessas situações, que irão aproveitar melhor o nutriente ingerido. Por isso é necessário utilizar fontes nobres de proteína.

 

Entendendo os rótulos 

Agora que você já sabe que é interessante alimentar seu cão com alimentos que oferecem boas quantidades de proteína, vamos te ensinar a entender os rótulos desses alimentos para fazer a escolha certa para o seu melhor amigo.

 O primeiro item a olhar é a Composição Básica do Produto. Lá você vai saber sobre os ingredientes utilizados para formar aquele alimento. Temos chamado a atenção sobre a importância de boas fontes de proteína animal, e explicamos que alimentos como ovos, carnes e vísceras são considerados de alto valor biológico. Portanto, produtos com esses itens como matéria prima básica são os mais interessantes. Nesse ponto é bom se atentar para a variedade de ingredientes de origem animal.

O próximo ponto a observar no rótulo é a porcentagem de proteína daquele alimento. Lá no item Níveis de Garantia você confere essa informação.

Por fim, analise outras informações que o rótulo demonstra, como a presença de ingredientes saudáveis na composição, como frutas e vegetais ricos em antioxidantes e vitaminas e minerais.

A Farmina conta com linhas sem ingredientes transgênicos, com 60% a 70% de ingredientes de origem animal na composição do alimento e sem a adição de conservantes artificiais. A Farmina valoriza as características natas dos cães, procurando entender os hábitos, comportamentos e necessidades desses animais produzindo alimentos ricos em proteínas de alto valor biológico e com quantidades moderadas de carboidratos. A Farmina não usa grãos nas linhas N&D Grain Free e N&D Grain Free Pumpkin, e usa somente cerais nobres em sua linha N&D Ancestral Grain.

 

Fontes consultadas:

FEDIAF 2017 - Fédération européenne de l’industrie des aliments pour animaux familiers. Nutritional Guidelines For Complete and Complementary Pet Food for Cats and Dogs

AFFCO - The Association of American Feed Control Officials Publication, 2013

NRC 2006– Nacional Research Council – Nutrient Requirement of Dogs and Cats