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O carboidrato para gatos

Dado o vínculo afetivo com o nosso animal de estimação procuramos sempre oferecer o que há de melhor para ele. Sabendo que a dieta desempenha um papel importantíssimo no bem-estar dos animais, é normal nos preocuparmos tanto com o que oferecer na alimentação. Dentro desse tema, uma das principais dúvidas é em relação a presença de carboidratos na dieta. Já abordamos aqui sobre esse nutriente para os cães, e agora preparamos um artigo para explicar tudo sobre a real necessidade de carboidrato para os gatos.

Porque gatos precisam de pouco carboidrato

Os gatos domésticos pertencem à família Felidae (felinos), dentro da grande ordem Carnívora, o que significa “comedor de carne”. Nessa ordem estão ainda animais como lobos, cães, hienas, raposas, guaxinins e ursos. Entretanto, existem padrões e comportamentos alimentares bem diferentes entre esses animais, sendo que alguns apresentam alimentação onívora, como é o caso das raposas e da maioria dos ursos, por exemplo. Já os felinos, seja um tigre ou um gato doméstico, são carnívoros obrigatórios, isto é, dependem obrigatoriamente de carne na alimentação.

O gato possui adaptações metabólicas e nutricionais exclusivas, não observadas em canídeos (como os cães) ou em outros membros da ordem Carnívora, entre elas a capacidade limitada de lidar com carboidratos, a baixa aceitação (ou recusa total) por alimentos ricos nesse nutriente, e a alta eficiência em gerar energia (glicose) muito rapidamente a partir de proteínas. Gatos sequer são capazes de sentir o sabor adocicado.

Mas, então gatos devem abolir o carboidrato da dieta? Não necessariamente. O carboidrato não deixa de ser um macronutriente que vai gerar energia, e gatos precisam de energia como qualquer outro animal. O carboidrato pode ser útil desde que esteja apto a ser absorvido e venha de matérias-primas de qualidade.

Felinos selvagens acabam ingerindo pequenas porções de carboidratos naturalmente ao comerem alguns vegetais esporadicamente (gramíneas), além do conteúdo gástrico de suas presas (que são onívoras ou herbívoras em sua maioria). Portanto, o carboidrato pode ser um nutriente saudável para gatos desde que presente em quantidades baixas e na proporção correta dentro de uma dieta rica em proteínas e gorduras de origem animal.

Além de gerar energia para os carnívoros, as proteínas também desempenham funções estruturais, como crescimento de pelos, desenvolvimento de músculos, renovação da queratina na pele, produção de enzimas e hormônios, cicatrização, funcionamento do sistema imunológico, entre outros. Ao fornecermos pequenas quantidades de carboidratos para gerar energia, mais proteína da dieta fica disponível para essas funções estruturais, favorecendo a saúde como um todo.

Quais são as melhores opções           

Para saber se determinado alimento é uma boa opção, devemos analisar o índice glicêmico, a digestibilidade e a presença de outros nutrientes.

Alimentos com baixo índice glicêmico são os indicados para carnívoros, pois seu tempo de absorção é modulado, ou seja, é lento e gradual. Um alto índice glicêmico, como o observado em cereais ricos em amido ou em carboidratos simples como açúcar, e farinhas refinadas podem predispor patologias, como obesidade e diabetes nos gatos. Esses alimentos geram uma descarga grande de insulina pelo pâncreas. A insulina é o hormônio que transporta esse açúcar do sangue para dentro das células, que o utilizarão como energia. A energia excedente será transformada em gordura corporal rapidamente.

Entre os alimentos vegetais com baixo índice glicêmico podemos citar: aveia, cevada, cenoura, abóbora, quinoa, fibras vegetais em geral, e algumas frutas como a maçã. Vale ressaltar que uma refeição pode ter seu índice glicêmico reduzido ao acrescentar proteínas, gorduras e fibras, que diminuem o tempo de digestão e absorção dos carboidratos.

Os gatos apresentam boa digestibilidade desses alimentos quando eles estão adequadamente processados. As empresas de nutrição animal executam processos físicos como trituração, cozimento e extrusão que resultam em aumento da qualidade nutricional e digestibilidade do alimento consideravelmente. Vegetais mal digeridos ou em excesso podem afetar a saúde digestiva dos gatos, desequilibrando a microbiota intestinal saudável.

Uma das grandes vantagens de incluir alguns alimentos de origem vegetal (que naturalmente contém carboidratos) na alimentação dos gatos, é a presença de certos micronutrientes que não são encontrados facilmente nas carnes, entre eles, os antioxidantes, como é o caso da abóbora e da quinoa.

A Abóbora e a Quinoa

A abóbora é um alimento muito apreciado por ser uma alternativa sem amido e sem glúten, sendo uma fonte de carboidrato com baixo índice glicêmico. A abóbora possui também fibras solúveis, benéficas para a saúde intestinal e que também ajudam a reduzir o índice glicêmico e aumentam a sensação de saciedade, contribuindo para manutenção do peso ideal.

O principal micronutriente da abóbora é o betacaroteno, um dos antioxidantes mais potentes da natureza.  Os antioxidantes são substâncias que ajudam a manter o animal saudável ao neutralizar os radicais livres. Os radicais livres são produzidos pelo próprio metabolismo, porém quando se apresentam em excesso são deletérios à saúde, causando morte das células e prejudicando as funções do organismo. A abóbora também possui sais minerais como zinco, fósforo, ferro e potássio.

Já a quinoa é considerada um superalimento. Diferente do que algumas pessoas imaginam, a quinoa não é um grão, tampouco um cereal, e sim um pseudocereal. Pseudocereais são plantas que produzem sementes e frutos semelhantes aos grãos e são usados praticamente da mesma maneira, porém são livres de glúten e em geral têm valor nutricional superior. A principal característica da quinoa é seu perfil aminoácido: além de conter níveis de proteína total altos para um vegetal, apresenta um perfil aminoácido excelente, equivalente a alimentos de origem animal. Em comparação com cereais comumente consumidos no Brasil, como o milho, o trigo e o arroz, a quinoa possui até 50% a mais de aminoácidos. Antioxidantes como tocoferóis,  polifenois, fitoesterois e flavonoides estão presentes na quinoa, caracterizando seu efeito funcional.

Vantagens de alimentos sem cereais

Uma dieta sem cereais ou com menores quantidades desses ingredientes apresenta vantagens interessantes para os felinos. A maioria dos cerais é rica em amido, e os gatos possuem poucas enzimas capazes de digerir amido. Até os cães, que também são carnívoros, possuem maior capacidade de metabolizar carboidratos em comparação aos gatos.  Uma dieta rica em proteínas e gorduras de origem animal vai de encontro com a natureza dos gatos e a Farmina segue essa filosofia.

Os produtos da linha N&D utilizam fontes alternativas de carboidratos, sendo sempre ingredientes livres de transgênicos, sem adição de glúten e com baixo índice glicêmico. São alimentos que não tiveram muitas alterações genéticas ao longo da história, preservando mais suas características naturais, sendo cultivos que necessitam de um menor uso de defensivos agrícolas e outros artifícios para serem produzidas. São ingredientes ricos em nutrientes, em fibras e em antioxidantes naturais, favorecendo a saúde e o bem-estar dos gatos.

A Farmina disponibiliza diferentes opções nas suas linhas N&D:  livre de cereais (Grain Free), com apenas cereais ancestrais em baixa quantidade (Ancestral Grain), e com abóbora (Pumpkin) ou Quinoa como fontes de carboidrato, sempre respeitando a natureza dos carnívoros e alinhadas com os conceitos mais modernos de nutrição.

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