Categoria: Cães

Capa de 'Nutrição felina nas diferentes fases da vida'

Nutrição felina nas diferentes fases da vida

Gatos são animais cheios de mistérios, e talvez seja isso que nos fascine tanto. Mas, um aspecto da vida dos gatos está cada vez mais claro para nós: sua nutrição. Há décadas a alimentação e nutrição dos gatos vem sendo minuciosamente estudada e aprimorada.

Os gatos são carnívoros obrigatórios, ou como preferem alguns, carnívoros estritos. É um erro bastante comum olhar para um gato como um ‘cachorro pequeno’. Nada poderia estar mais longe da verdade! Apesar de muitos acreditarem erroneamente que seus cuidados se assemelham aos de um cão pequeno, os gatos precisam de uma alimentação apropriada e diferente dos cães. E esse é um assunto bem sério, pois as deficiências nutricionais ocasionadas por uma dieta inadequada podem levar os gatos a apresentarem desde sintomas sutis, como problemas de pele e fraqueza, até quadros graves, como alterações neurológicas, problemas cardíacos e até mesmo a morte. Veja a seguir as particularidades nutricionais dos gatos em cada fase da vida.

 

Particularidades nutricionais do filhote

 fase de crescimento é a que exige mais cuidados na parte nutricional. O período de filhote vai de 0 a 12 meses de idade, porém até a 5ª semana de vida o gatinho deve receber apenas o leite materno. A partir dessa idade deve-se iniciar a transição para a alimentação sólida.  É justamente nesse período que uma alimentação completa de boa qualidade não pode deixar de ser oferecida em hipótese alguma.

As necessidades de nutrientes durante o período de crescimento são bem maiores do que as de gatos adultos. Começando pela demanda energética que varia desde uma necessidade 50% maior em filhotes de 9 a 12 meses, até 150% maior em gatos até 4 meses de idade. Ou seja, o gatinho vai precisar em média do dobro das calorias na sua alimentação em relação a um adulto, levando em conta o seu peso. Essa diferença requer um alimento com maior proporção de gorduras, que são as principais fontes de energia para os gatos.

A demanda protéica também é maior. Vale ressaltar que as proteínas devem ser em sua maioria de fontes de origem animal, respeitando a natureza carnívora dos gatos. Apenas esses alimentos contêm os 11 aminoácidos essenciais para os felinos em quantidades significativas.

Entre os micronutrientes há uma demanda muito maior do filhote pelos minerais cálcio, fósforo e cobre, e pela vitamina A. Lembrando que a vitamina A oriunda dos vegetais não pode ser metabolizada pelos gatos, sendo necessária sua inclusão a partir de alimentos de origem animal.

Após o desmame, o organismo do filhote irá desenvolver por si só suas defesas naturais, e com uma alimentação adequada terá o necessário para desenvolver essa proteção. Além de nutrientes, a alimentação oferece o substrato para as bactérias da flora intestinal. Hoje já se sabe que a flora intestinal é fundamental para um sistema imunológico eficiente. Os alimentos para filhotes devem conter uma atenção especial nesse ponto, com a adição de nutrientes de alta digestibilidade, além da inclusão de prebióticos - que são os “alimentos” preferidos das bactérias benéficas que habitam o trato intestinal.

           

Particularidades nutricionais do adulto

Após os 12 meses de idade o gato já é considerado adulto. Suas necessidades nutricionais são semelhantes às dos filhotes, com a diferença já citada na quantidade de certos nutrientes. Mas não é porque o gato já cresceu que agora ele precisa de pouca proteína e gordura. A necessidade proteica dos felinos é sempre alta e as gorduras continuam tento papel fundamental durante toda a vida.

Agora na fase adulta é importante se atentar para a quantidade de alimento fornecido. Gatos não castrados e principalmente os que vivem soltos precisam ingerir uma quantidade maior de macronutrientes (proteínas e gorduras) do que gatos castrados e/ou sedentários. Por isso é tão importante escolher o alimento adequado para cada fase. Existem alimentos completos prontos para gatos adultos não castrados, e você pode conferir a quantidade ideal a oferecer no verso da embalagem.

Essa quantidade também deve levar em conta a condição corporal do felino, já que animais obesos ou em sobrepeso devem ter a alimentação ajustada.

Para gatas gestantes e lactantes a necessidade de nutrientes também é maior. Nesse momento é importante deixar a alimentação à vontade para a gata, que irá ajustar sozinha a quantidade de consumo de acordo com as suas necessidades. A ração específica para filhotes é uma opção interessante para esses casos, por conter maiores quantidades de nutrientes essenciais para essa fase. Você pode também verificar com o Médico Veterinário a quantidade correta e o tipo de alimento mais indicado. Lembre-se que assim como na fase de crescimento, a gestação/lactação também são fases críticas que requerem um alimento de ótima qualidade para manutenção da saúde e bem-estar da gata e dos filhotes.

 

Particularidades nutricionais do adulto castrado           

Gatos castrados têm gasto energético menor. A falta dos comportamentos relacionados à reprodução acaba diminuindo naturalmente a atividade física do felino, e as mudanças hormonais que a castração traz também diminuem o ritmo metabólico do animal. Com isso, é necessário oferecer uma alimentação menos calórica. Essa é a situação onde o controle da quantidade de alimento deve ser mais vigiado, pois a chance de sobrepeso é bem maior.

Para evitar o ganho de peso, as dietas para gatos castrados devem ter uma pequena redução na quantidade de gordura a fim de reduzir o aporte calórico do alimento. Além disso, mais fibras são adicionadas, o que diminui o índice glicêmico e ajuda a aumentar a sensação de saciedade após a refeição. Gatos com sobrepeso têm muito mais chances de desenvolverem diabetes, uma doença que tem se tornado cada vez mais comum nestes felinos.

 

Particularidades nutricionais do idoso         

Gatos em geral têm vida mais longa quando comparados aos cães. A expectativa de vida varia bastante, mas não é difícil achar gatos com mais de 15 anos de idade.  Por viverem mais, considera-se o gato idoso a partir dos 9 a 10 anos de idade.

 A alimentação do gato idoso também deve ter a quantidade de calorias controlada. Nessa fase o felino reduz sua atividade, passando mais horas dormindo e se higienizando e menos tempo brincando. Essa redução do gasto calórico justifica uma dieta mais equilibrada, com baixos índices de carboidratos e rica em proteínas de alta qualidade. Apenas as proteínas de origem animal apresentam altos níveis de digestibilidade e aproveitamento para os felinos, facilitando a digestão do alimento e a metabolização dos nutrientes. A gordura presente no alimento também deve ser menor, porém não pode ser retirada em hipótese alguma. Os gatos não são capazes de sintetizar o ácido araquidônico, que é um ácido graxo essencial (um tipo de gordura indispensável para o metabolismo animal) proveniente da ingestão de gordura. As dietas para felinos devem conter este ácido graxo e, na prática, significa que rações para gatos devem apresentar gordura animal em sua composição. A gordura vegetal não tem (ou tem muito pouco) ácido araquidônico.

 Outro aspecto importante da dieta do gato idoso é a presença de antioxidantes. Os antioxidantes são substâncias que retardam o processo de envelhecimento das células e podem ajudar a manter o gato saudável ao neutralizar os radicais livres. Os radicais livres são produzidos pelo próprio organismo, porém quando se apresentam em excesso são deletérios à saúde, causando morte precoce das células e prejudicando as funções do organismo. Alimentos ricos em antioxidantes são excelentes para gatos em processo de envelhecimento.

Em resumo, para escolher o melhor alimento para as diferentes fases de vida do gato devemos nos preocupar primeiramente em oferecer um alimento equilibrado que leve em conta as particularidades dos gatos. Depois, devemos verificar a fonte dos ingredientes que compõem aquela dieta, a quantidade e proporção ideais de macro (proteínas, gordura e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas e minerais).  A Farmina utiliza matérias-primas de altíssima qualidade, onde mais de 90% das proteínas presentes no alimento vêm de ingredientes de origem animal. A Farmina respeita a origem e o instinto de cada animal e por isso desenvolve produtos com base na combinação entre natureza e ciência.