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Meu gato rejeita a ração, e agora?

A alimentação dos felinos é bem particular. Totalmente diferente de cães e outros pets, os gatos têm características ímpares na hora da refeição. São seletivos, comem muitas vezes ao dia, recusam alimentos que julgamos excelentes para eles, pedem mais mesmo tendo ração no prato, entre outras. Porém, apesar de parecer “frescura”, os gatos são assim porque herdaram características próprias dos seus ancestrais. Justamente por isso, é complicado saber o que fazer quando há problemas na alimentação. Um dos mais preocupantes é quando o bichano se recusa a comer. Entenda a seguir as possíveis causas de rejeição do alimento e como contornar essa situação.

Comportamento alimentar do gato

Conforme outros felinos, sejam eles selvagens ou não, os gatos são carnívoros estritos, pois necessitam de uma alimentação de alto valor proteico e rica em ingredientes de origem animal. O comportamento alimentar/nutricional dos gatos está relacionado diretamente à essa questão, com fatores que podem ser divididos em instintivos herdados da evolução da espécie, inatos e adquiridos durante a vida. Veja alguns dos principais fatores a seguir.

Atividade noturna: Os gatos possuem maior atividade noturna, e esse hábito está diretamente relacionado ao fato de que suas presas ficam mais vulneráveis neste período. Isso explica a necessidade que o gato tem de se alimentar em horários estranhos para nós, como no meio da madrugada.

Pequenas porções e muito descanso: Fazer várias refeições em pequenas quantidades ao longo do dia é outro hábito herdado. Na natureza, os gatos selvagens não conseguem caçar grandes presas, sendo sua alimentação baseada em pequenos animais, como camundongos, aves e até insetos.  Por serem pequenos, esses animais não supriam as necessidades energéticas diárias que os felinos precisavam e, portanto, era necessário caçar várias presas para atender a sua demanda nutricional. Porém, nem todas as tentativas eram alcançadas com êxito e, por esse motivo, o gasto energético nas caças era muito alto. E justamente para poupar energia entre as caçadas, os felinos fazem longos cochilos durante o dia.

Dificuldade com novidades: É da natureza dos gatos rejeitar tudo que é estranho ao seu dia a dia. Com o alimento não é diferente, caso esteja satisfeito com sua alimentação, o felino dificilmente vai aceitar uma troca brusca. Se o gato se acostumar desde filhote a comer um alimento com determinada característica, ele terá dificuldade de trocar de alimentação. O que a mãe ingere durante a amamentação também influencia nas preferências alimentares dos gatinhos.

Seletividade: Antes de ingerir um alimento novo, o gato faz praticamente um ritual de reconhecimento, onde o alimento deve passar por vários testes como temperatura, textura, odor e sabor. Os felinos possuem receptores gustativos especializados em ingestão de carne e, por esse motivo, a preferência por uma dieta rica em proteína sobressalta quando comparada a outras, tendo verdadeira aversão a sabores que saiam do seu rol de preferências. Eles também evitam alimentos que não estejam frescos, pois na natureza ingerem sempre presas recém abatidas, diferente de outros carnívoros como os canídeos, por exemplo, que podem comer até carniça dependendo da situação.

Por que ocorre a rejeição do alimento?

Normalmente, a primeira coisa que pensamos é que o problema é a ração em si, mas na verdade existem diversos motivos que podem levar a essa inapetência, sendo geralmente relacionados com uma condição de estresse ou doença. Caso o gato comece a rejeitar o alimento de repente, sem que tenha havido uma troca da ração, provavelmente esse problema está relacionado com um dos itens abaixo. Veja a seguir quais são as principais causas que podem estar influenciando no apetite:

Estresse: o estresse pode ser desencadeado principalmente por uma mudança no ambiente. Os gatos são animais conhecidos por seu territorialismo e a presença de um novo integrante, seja outro animal ou até um humano, pode ser determinante para que mude o seu comportamento alimentar. Em uma situação em que o gato muda para outro lugar ou que há mudanças significativas no seu território, é necessário um tempo de adaptação, que varia de animal para animal.

Além de grandes mudanças no ambiente, pequenas alterações podem ser determinantes para que os felinos deixem de comer. Dentre as principais, podemos destacar: a troca do comedouro por outro que tenha o material ou a estrutura diferente, a mudança do comedouro de lugar, deixar o comedouro próximo a lugares que costumam ser barulhentos (como a lavanderia, por exemplo, por possuir máquina de lavar), a presença de insetos, deixar a caixa de areia próximo a comida, deixar materiais de limpeza próximos aos recipientes. Enfim, qualquer alteração na rotina do gato pode influenciar na alimentação, portanto, evite mudanças que não sejam necessárias.

Doenças: caso não tenha havido nenhuma mudança significativa no meio em que o animal vive, é necessário ficar atento a possíveis patologias que podem estar presentes. Muitas doenças são silenciosas, ou apresentam sintomas inespecíficos como a inibição do apetite. Confira no próximo tópico alguns problemas relacionados a isso

Problemas de saúde que podem inibir o apetite

Inúmeros problemas de saúde podem causar a rejeição à alimentos. Todos que envolvam dor estão relacionados. Quando o animal sente dor, ele procura se poupar, ficar protegido em algum lugar a fim de se recuperar, evitando se alimentar. Isso também é outra característica que tem relação com o felino selvagem, que não ia tentar caçar estando debilitado, aumentando as chances de insucesso e gasto de energia à toa.

A dor pode ser originada de diversas situações, como por meio de trauma como quedas, inflamações, ou dores articulares, por exemplo. Problemas gastrointestinais também causam forte alterações no apetite. Começando pela boca, é comum gatos mais velhos apresentarem a chamada periodontite, quando o acúmulo de tártaro e bactérias causa uma grande inflamação bucal. Problemas na língua ou garganta (esôfago) podem surgir e são de difícil visualização pelo tutor, e geralmente não apresentam outros sintomas. Outras doenças como gastrites, inflamações intestinais, cólicas, obstruções causadas por corpo estranho também. Em gatos é comum o chamado fecaloma, quando uma certa quantidade de fezes fica retida em alguma alça intestinal. Podemos citar também enfermidades endócrinas, parasitárias (vermes) e infecciosas (FIV, Felv, Rinotraqueíte, etc) e insuficiência renal crônica como outras causas.

Formas de contornar o problema

Para solucionar o problema, conforme já explicamos é importante observar se não houve nenhuma alteração importante no ambiente. Caso exista alguma mudança, se for possível, desfaça e repare se o gato volta a comer normalmente. Se não for possível, é interessante oferecer alimentos que possam ser mais atrativos a eles, como petiscos ou alimentos úmidos desenvolvidos para gatos, que costumam agradar a maioria dos paladares. Dietas caseiras não devem ser oferecidas com intuito de aumentar o apetite, pois podem causar desequilíbrios nutricionais além de problemas gastrointestinais. Nesses casos, uma alternativa pode ser a troca do sabor ou tipo da ração.

Se o animal continua  recusando, não hesite em leva-lo ao atendimento veterinário, pois o problema pode ser de saúde. Portanto, é fundamental leva-lo em uma consulta para que seja feita uma investigação do motivo que levou a inapetência e para repor os nutrientes que foram perdidos nesse tempo de jejum, uma vez que os felinos não podem ficar mais que 24 horas sem se alimentar, com o risco de desenvolver uma complicação conhecida como lipidose hepática, quando o fígado entra em colapso.

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