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Mau hálito em cães: como cuidar do problema?

O mau hálito do pet é alvo de reclamações rotineiras nas clínicas veterinárias. Basta o cão ou gato se aproximarem do dono que o mau cheiro já é percebido. A halitose pode ser causada por diversas razões, dentre elas a alimentação incorreta e inflamações gengivais. Cães e gatos com problemas dentários crônicos geralmente tem acúmulo de saliva e apresentam dentes e lábios inflamados, mas nem sempre sentem dor.

A causa mais comum do mau hálito é o acúmulo de tártaro nos dentes do pet. Após comer, alguns restos de comida acabam se acumulando, decompondo-se e criando condições perfeitas para a proliferação de bactérias orais, formando placas que causam inflamações gengivais e, consequentemente, o mau cheiro.

Em pets idosos, algumas doenças dos rins e fígado podem afetar também a boca. Por isso, nesta faixa etária, é importante que o pet visite regularmente o médico veterinário para que seja excluída a possibilidade de doenças envolvendo ambos os órgãos.  

Gatos jovens com mau hálito também devem ser examinados para que se exclua a possibilidade de leucemia felina ou imunodeficiência felina. Caso se exclua a possibilidade dessas doenças, pode ser que o gato tenha a chamada Lesão de Reabsorção Odontoclástica Felina. Por causas desconhecidas pela medicina veterinária, ela afeta as cavidades de vários dentes simultaneamente por nenhuma razão aparente. Quando isso ocorre, a raiz do dente fica exposta, o que causa sensibilidade e dor ao gato. A limpeza neste caso pode não ser efetiva e, às vezes, o dente deve ser extraído para garantir a saúde do felino.

Prevenção

Além de check ups a cada 6 meses, a escovação diária é considerada essencial para a prevenção da doença periodontal. Pode ser feita em casa. Hamilton Lorena, médico veterinário da Farmina, diz ser recomendado que o filhote se acostume desde pequeno com o uso da escova e creme dental específicos. “Além disso, alguns alimentos para pets possuem hexametafosfato de sódio, componente que ajuda a combater o acúmulo de bactérias no dente“, afirma.

Tratamento

Se houver a necessidade de retirar o acúmulo de tártaro, o pet será anestesiado para que uma limpeza dental seja realizada. O médico veterinário também pode recomendar antibióticos e dietas específicas que ajudem os órgãos problemáticos.

Falta de tratamento

Se não tratado, o acúmulo da formação bacteriana vai causar a gengivite. A bactéria penetrará na gengiva, será absorvida pela corrente sanguínea e vai chegar ao coração, provocando uma doença cardíaca secundária ao tártaro chamada Endocardite Bacteriana. Por isso, a prevenção é sempre a melhor saída.

Happy pet. Happy you.