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História e curiosidades sobre gatos

Gatos são animais de estimação adoráveis! Bonitos, elegantes, doces e com um ar de mistério, eles cativam qualquer um. Com toda essa popularidade, era natural que encontrássemos várias curiosidades, mitos e crenças sobre gatos, alguns positivos, outros negativos. 

De onde eles vêm? Por que têm o hábito de ronronar? Por que eles eram considerados animais sagrados? Gatos pretos trazem má sorte? Estas e outras respostas você verá no artigo. 

De onde veio o gato doméstico?

A resposta a esta pergunta ainda não está totalmente confirmada. O que sabemos é que o gato doméstico é um animal descendente de vários gatos selvagens diferentes. No passado, acreditava-se que a origem era apenas de gatos selvagens da África (Felis silvestris cafra) e que os egípcios foram os primeiros a domesticá-los, cerca de 3 mil e 600 anos atrás.

Mas as descobertas de esqueletos de gatos na ilha de Chipre (no mar Mediterrâneo) mudaram essa teoria. Em 1983, os arqueólogos encontraram a mandíbula de um felino no Chipre de mais de 8 mil anos atrás. Como o esqueleto do gato selvagem é muito semelhante ao felino doméstico, os pesquisadores não podiam ter certeza se era o mesmo gato que temos hoje ou algum ancestral.

No entanto, em 2004, um esqueleto de gato inteiro, enterrado com um humano de 9 mil e 500 anos atrás foi encontrado, dando evidências concretas de que, pelo menos a partir desse momento, os gatos já estavam domesticados.

O que intrigou os pesquisadores, foi o fato de os gatos não serem animais nativos das ilhas do Mediterrâneo, concluindo que, provavelmente, já estavam sendo domesticados há muito tempo, porque apenas animais domesticados e acostumados a viver com seres humanos poderiam ser colocados em vasos e superar longas viagens.

Gatos descendem do Felis silvestris, uma espécie que é morfologicamente muito semelhante ao nosso gatinho de hoje. O estudo genético mais recente publicado na revista Science mostrou que o gato doméstico é um descendente da Wild Felis lybica selvagem, nativa do Oriente Médio, relativamente perto da ilha de Chipre.

Com base nessas novas descobertas, especula-se hoje que o início da domesticação ocorreu há 12 mil anos, um tempo consistente com a expansão da agricultura. As aldeias estavam se estabelecendo e começaram a plantar grãos e deixar restos de comida, assim, roedores e outras pequenas presas foram atraídos e, com eles, os gatos apareceram. Dessa forma, o gato selvagem começou a se adaptar à vida humana.

A importância do gato para os povos antigos

Os povos antigos já dominavam a agricultura para alimentar toda a sua população e essa habilidade era essencial para o avanço da sociedade na época. Um dos principais problemas da agricultura são os grãos que atraem muitos animais, principalmente os roedores que dizimam as colheitas e os estoques de alimentos.

Os gatos são carnívoros estritos, dependendo apenas da presa para sobreviver (especialmente durante um período em que a comida para felinos não existia). Assim, uma “simbiose” quase perfeita foi estabelecida: os gatos controlavam as pragas que destruíam os estoques de alimentos humanos e, em troca, recebiam cuidados e proteção de seus donos. Esta é a explicação mais bem aceita sobre o que fez os gatos se tornarem sagrados para os egípcios e reverenciados por outras pessoas também.

No antigo Egito, havia grande veneração pelos gatos; leis foram criadas para protegê-los, também crenças sobre deuses e divindades. Dizem que os egípcios ficaram impressionados com as habilidades de caça e a elegância dos gatos, por isso acreditavam que foram enviados pelos deuses para salvar o povo da praga.

Vale ressaltar também que o papel dos ratos como propagadores de doenças é conhecido há muito tempo. Assim, os gatos tinham um “turno duplo” — economizavam suprimentos alimentares e até cuidavam da saúde da população. Há também uma deusa na mitologia egípcia com cabeça de gato e corpo de mulher que se chamava Bastet, a deusa da fertilidade e do amor materno. Seus templos viviam cheios de gatos, considerados sua encarnação.

A reverência no Egito era tal, que os gatos eram mumificados e enterrados em lugares reservados ao lado de seus donos e alguns reis tinham joias em seus animais. Mesmo após a invasão romana do Egito, os gatos continuaram sendo reverenciados e ligados a vários deuses. Um fato interessante é que as pessoas raspavam as sobrancelhas como sinal de luto quando o gato da família morria.

Mitos e crenças

- Guardião: em algumas culturas, o gato é considerado guardião de almas e portais que levam a outras dimensões, sendo considerada a conexão entre a vida terrena e outros mundos.

- Má sorte: como o gato foi mencionado por várias religiões pagãs, houve uma campanha negativa durante a Idade Média. Há também o mito de que o gato preto traz má sorte. Isso surgiu porque, no passado, esses gatos aparentemente eram usados ​​em bruxaria ou rituais ocultos, associando a presença do gato como algo maligno. Muitos acreditavam que o gato trazia má sorte e que carregavam maus espíritos.

- Capacidade de ver espíritos: algumas pessoas acreditam que os gatos são capazes de enxergar espíritos e fantasmas, pois teriam uma grande sensibilidade ao meio ambiente e às energias. Considerando certos movimentos misteriosos e repentinos de gatinhos, podemos entender de onde veio essa crença.

- Sete vidas: devido à grande habilidade do gato em escapar das ameaças, surgiu o mito de que eles teriam 7 vidas. Sabemos que, apesar da agilidade, eles têm uma vida que dura em média 15 anos. Uma curiosidade é que, nos países de origem anglo-saxônica (como Inglaterra e EUA), os gatos “ganharam” mais duas vidas: acredita-se que eles tenham 9 vidas.

-Apegado à sua casa e não ao seu dono: como explicado neste artigo, os gatos são essencialmente territorialistas. Isso não significa que eles não se apegam ao dono. Essa “frieza” dos gatos é apenas uma característica de seu comportamento natural, sendo muito diferente dos cães, por exemplo, que demonstram suas emoções o tempo todo.

-Eles sempre caem de pé: esse é outro mito justificado pela destreza dos gatos em saltar grandes alturas. Infelizmente, eles nem sempre conseguem pousar em pé e sair ilesos, e lesões graves são frequentemente vistas em gatinhos que sofrem quedas, mesmo em locais não tão altos.

Curiosidades sobre gatos

Como já explicamos alguns dos mitos que cercam os gatos, vamos falar sobre algumas curiosidades verdadeiras agora:

- Porque os gatos ronronam? Bem, antes de tudo, ronronar é o som da respiração do ar passando pelos músculos da laringe que se contraem muito rapidamente. Somente os gatos podem ronronar e, até hoje, ninguém sabe exatamente o motivo por trás dessa expressão. Muitos dizem que é um sinal de que o gato está se sentindo feliz e pacífico, o que parece ser verdade.

Desde que são recém-nascidos, os filhotes ouvem o ronronar de sua mãe, e isso pode acalmá-los. Normalmente, eles ronronam quando se sentem seguros e confortáveis, mas em alguns casos podem fazer isso também quando estão com fome ou com dor. Alguns cientistas acreditam que os gatos usam esse mecanismo para “se auto curar” ou, se tranquilizar, sempre mantendo um equilíbrio respiratório.

- O órgão vomeronasal: os gatos têm um órgão olfativo no céu da boca, chamado vomeronasal. Com este órgão, os gatos podem detectar e diferenciar uma variedade de informações sobre o mundo circundante através dos cheiros da natureza. Ao usar esse mecanismo, o felino conhece o sexo de outro gato, detecta fêmeas no cio, descobre que indivíduos passaram por um local e examina se certos alimentos são bons para serem consumidos. Outros animais também possuem esse órgão, mas o mecanismo do gato é muito preciso.

-Noção de localização: os gatos raramente se perdem porque possuem um sistema de localização avançado. Graças a uma memória muito eficaz, eles podem memorizar visualmente e cheirar um caminho muito longo. Eles são capazes de se localizar através de aromas conhecidos (como material de casa ou rua, por exemplo), e completar o passeio usando a visão (algo parecido como fazemos). Existe também uma teoria de que os gatos usam o ângulo da luz solar para localizar.

- Gosto doce: devido à sua evolução natural, os gatos não conseguem sentir o sabor doce dos alimentos. Como eles precisam de pouco carboidrato para viver e se alimentar apenas de suas presas, essa habilidade não foi desenvolvida no sentido do gosto do gato.

- O uso de bigodes: bigodes são críticos para gatos. As principais funções são calcular se o espaço que ele deseja percorrer mantém o tamanho, detecta a direção do vento, sente a presença de riscos ao meio ambiente através do movimento e procura de comida e presas. Por esse motivo, nunca corte os bigodes do seu gato!

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