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Dicas para viagens com seu gato

Uma viagem, seja a lazer ou trabalho, pode se tornar uma preocupação para quem possui um gato. Muitos acabam ficando em dúvida sobre onde deixar o seu pet, como transportá-lo e até se vale a pena ou não leva-lo consigo. No caso dos felinos, essa decisão pode ser difícil, pois os gatos por natureza não se adaptam bem a mudanças bruscas de ambiente. Preparamos um artigo para ajudar você com essas e outras questões relacionadas a viajar com seu bichano.

É interessante leva-lo com você?

Os felinos são animais territorialistas por natureza. O local que ele vive é seu território, e foi explorado minuciosamente em toda sua extensão à procura de rotas de fuga, locais seguros, locais onde se alimentar e beber água, etc. O gato sempre vai buscar ter o controle absoluto do território, podendo até disputa-lo com outros animais. O hábito de arranhar móveis, e se esfregar em objetos é uma maneira natural que o gato utiliza para deixar seus sinais e odores a fim de marcar seu território. Mudar de ambiente pode ser traumatizante para um animal territorialista, como o gato. Chegar em um novo local, pode ser interpretado como ameaça e o animal levará um tempo (de dias a meses) para se habituar ao novo ambiente.

Por isso, é interessante sempre avaliar se vale a pena levar o animal junto com você na viagem. Quando possível, o melhor a fazer é contratar um Pet Sitter.

Pet Sitter

O Pet Sitter é um profissional que cuida do pet durante a ausência do tutor. A vantagem é que não haverá mudança de ambiente, pois o Pet Sitter irá até a casa da pessoa, e ficará responsável por alimentar, entreter, garantir a segurança do animal, além de manter o tutor sempre informado sobre a situação do animal de estimação.  

Entretanto, é preciso ter alguns cuidados na hora de escolher um Pet Sitter. Existem plataformas online, como sites e aplicativos, que possibilitam a escolha do profissional. O interessado pode verificar o perfil do Pet Sitter, além de checar as avaliações dele feitas por outras pessoas que o contrataram. Na dúvida, procure mais recomendações, e entre em contato diretamente com as plataformas para pegar todas informações possíveis.

Outras alternativas

Apesar da crença popular dizer que gatos vivem bem sozinhos, eles sentem falta do tutor também. Porém, muitas vezes é menos estressante para o felino mantê-lo sozinho em casa por alguns dias do que leva-lo consigo numa viagem.

Caso seja uma viagem curta, de no máximo 3 a 4 dias, pode ser suficiente apenas a visita 1 vez por dia de alguém de sua confiança como um vizinho ou um parente para alimentar, limpar e checar a situação do gato. Nunca deixe o animal completamente sozinho por mais que 1 dia, e certifique-se que o ambiente está seguro e confortável para o bichano.

Não é possível deixa-lo em casa? Veja como hospedá-lo

Se a sua viagem for mais longa, ou se por algum outro motivo você não pode deixar o felino sozinho em casa, é necessário avaliar outras opções. Você pode hospeda-lo com você no mesmo local, ou colocar o pet em um hotel para gatos.

Na primeira opção, lembre-se de verificar se o local que você irá se hospedar aceita a presença de gatos e se há espaço e conforto suficiente para ele. Alguns hotéis permitem que os animais fiquem dentro dos apartamentos, se mantidos em condições adequadas de higiene e segurança. No caso dos gatos, a presença de telas nas janelas é fundamental. Analise bem o ambiente para certificar-se que é seguro e confortável.

No caso de hotéis para gatos, veja as dicas a seguir:

1) O primeiro passo é buscar na internet ou com conhecidos, analisando o hotel através do site e das páginas em redes sociais. Cheque a avaliação de outros usuários, e se possível, entre em contato com alguém que utilizou o serviço.

2) Separe os hotéis que mais te agradaram e agende uma visita para conhecer o funcionamento e as instalações.

3) Quando chegar repare na higiene do ambiente e no comportamento dos animais que estão hospedados. Se os gatos se apresentarem tranquilos, é um sinal que as condutas são adequadas

5) Verifique onde os felinos serão colocados individualmente, se são quartos espaçosos e com itens de conforto e entretenimento, como enriquecimento ambiental (arranhadores, prateleiras, brinquedos, balanços, etc)

7) É obrigatório que o hotel possua funcionários disponíveis 24h, 7 dias por semana, para cuidar dos animais.

8) A presença de um médico veterinário também é imprescindível. Caso o profissional não fique disponível o tempo todo, certifique-se de que há alguma clínica 24h  conveniada com o estabelecimento.

9) Verifique se as janelas são teladas e se há áreas de descanso com luz natural. Evite locais com gaiolas ou quartos escuros.

10) Todo hotel deve exigir alguns itens de saúde, como carteira de vacinação e de vermifugação. Os funcionários dever fazer perguntas quanto ao comportamento (sociável ou agressivo), rotina e hábitos do seu gato, como alimentação e estado geral de saúde.

11) Se possível, escolha hotéis que possuem câmeras para o monitoramento dos animais ao vivo pela internet.

12) Antes de viajar, procure levar o felino no hotel para ele ir se adaptando ao local.

13) Leve os objetos do gato, como seus brinquedos e caminha, isso ajuda a mantê-lo mais tranquilo.

14) Caso você possua mais de um gato, verifique se eles podem ficar juntos. A companhia de um animal conhecido facilitaria a adaptação e traria mais conforto e menos ansiedade ao longo da hospedagem.

O transporte

Após escolher o local que o gato ficará durante a viagem é importante se atentar para o transporte. Existem regras e medidas de segurança para cada situação:

Carro:

O gato deve ser transportado no banco traseiro dentro de uma caixa de transporte (presa no cinto de segurança). Para maior conforto, forre a caixa com panos e almofadas.
Atenção com a temperatura interior do veículo. Caso o veículo possua ar condicionado, o mesmo deve ser utilizado quando necessário. Se não tiver, evite viajar em dias quentes ou quando há possibilidade de grandes congestionamentos.
Não ofereça alimentos até 4 horas antes da viagem. Assim evita-se a ocorrência de enjoos e vômitos.
Se a viagem for longa, leve um pote de água para hidratar o animal
Se possível, acostume o bichano a andar de carro desde pequeno. Assim, ele se adapta mais facilmente e viaja com mais conforto.
Nunca deixe o seu pet sozinho dentro do carro!

Regras e dicas para transporte no ônibus

1) O gato deve ser transportado no assento ao lado, acompanhado pelo tutor e dentro de uma caixa de transporte à prova de vazamentos.

2) É necessário apresentar o Atestado Sanitário para o trânsito de gatos (assinado por um médico veterinário), emitidos em até três dias antes da viagem.

3) A carteira de vacinação em dia é obrigatória também, e as vacinas devem ser aplicada somente por um médico veterinário.

Regras e dicas para transporte no avião

1) Para seguir viagem, as companhias aéreas exigem a apresentação da carteira de vacinação atualizada e um atestado veterinário.

2) Há um limite do número de animais por voo, por isso avise a companhia aérea com antecedência.

3) O animal deve ser transportado em uma caixa de transporte resistente, com ventilação e com especificações determinadas pelas empresas aéreas.

4) Em casos de voo internacional, certifique-se da legislação do país de entrada do animal, pois muitos exigem que o animal passe por um período de quarentena antes de liberarem a sua entrada.

Antes de fazer qualquer viagem, procure um médico veterinário para avaliar as condições de saúde do felino. Em alguns casos pode ser necessário a prescrição de algum medicamento para reduzir as chances de crises de estresse e ansiedade. Além disso, o médico veterinário pode te orientar melhor sobre regras e medidas necessárias durante uma viagem. Outra dica é sempre checar diretamente com as companhias aéreas e de transporte rodoviário antes de viajar, para não ocorrer nenhuma surpresa o dia da viagem.

 

Referências

CTB – Código de Trânsito Brasileiro

Art. 169. Dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança:

Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados.

Art. 252. Dirigir o veículo:

II – Transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;

RUFFO, G. H. Como transportar seu animal de estimação com segurança dentro do carro. Revista Quatro Rodas. 2016.

ESTÚDIO GLOBO. Como transportar o pet no carro com segurança. Revista Auto Esporte. 2016.