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Corrigindo problemas comportamentais de cães

Praticamente todos que têm um cachorro já se depararam com algum problema de comportamento relacionado ao convívio com o pet. Vivendo cada vez mais próximos de nós, é comum sentirmos dificuldades de educar um animal totalmente domesticado, porém tão diferente de nós. Veja a seguir como contornar esses problemas e ter uma convivência mais harmoniosa com seu melhor amigo.

A educação é o começo de tudo

Se o seu cãozinho ainda é filhote, agora é a fase ideal para educa-lo e evitar problemas comportamentais no futuro. O sistema nervoso do filhote está em formação e apresenta uma capacidade de aprender maior que de um cão adulto. Aproveite para ensinar boas maneiras, impor regras e acostuma-lo à rotina da casa.

Caso o cachorro já seja adulto, não tem problema. Cães são animais muito inteligentes e podem ser ensinados e treinados em qualquer idade, basta ter paciência e persistência. Mas lembre-se sempre que o cão é um animal com hábitos próprios, e cabe ao tutor levar isso em consideração.

Os cães foram desenvolvidos pelo homem para caçar, ajudar no trabalho do campo, guardar a casa, entre outras atividades que demandam grande carga de exercícios. Apesar do cão se acostumar com a vida dentro de casa, ele precisa de passeios e brincadeiras diariamente. Caso contrário, pode se tornar um animal frustrado e ansioso, o que aumenta as chances de problemas comportamentais.

Importância do líder

Outro pilar da boa educação é a presença de um líder. A forma de viver dos lobos e dos cães selvagens é sempre em grupo, respeitando uma hierarquia. Os cães herdaram isso de seus ancestrais e enxergam os humanos como parte da sua matilha. O cão precisa ser conduzido e ensinado, é assim que eles aprendem seu papel no dia a dia. Ser o líder da matilha significa estabelecer regras, coibir o comportamento indesejado (sem agressões) e recompensar quando o cão está se comportando corretamente.

Como corrigir os problemas mais comuns

Como ninguém está livre de problemas, saiba como corrigir os erros de comportamento mais comuns apresentados pelos cães.

Implorar por comida

 Um erro comum que muitos tutores cometem é o de oferecer comida (sejam petiscos ou comida caseira) durante a hora das refeições da família, como almoço e jantar. Toda vez que o cão recebe um pedacinho de algo do prato, você está ensinando-o a implorar por comida, usando uma recompensa altamente desejada por ele. O cão entende isso muito rapidamente, e vai repetir esse comportamento sempre. Isso pode trazer consequências para a saúde do pet, como obesidade e problemas digestivos.

Para corrigir esse hábito, o principal é ignorar completamente os pedidos do cão. Pode parecer cruel, mas se ele estiver bem alimentado não há motivos para se preocupar em deixa-lo sem aquele petisco. Não olhe para o cão, finja que ele não está presente. Ao perceber que você não tem o mínimo interesse em compartilhar comida, ele vai entender que chamar atenção não faz mais sentido. É essencial que todos os membros da família sigam essa regra.

O segundo passo é não permitir que o cão fique próximo demais à mesa. Restrinja a circulação dele durante as refeições. Caso ele tenha se comportado, após a refeição vá até o lugar que ele ficou e recompense – agora você pode usar um petisco. É importante dizer que o ideal é não deixar o cão sentir fome justamente na hora das refeições da família, por isso, procure estabelecer os horários da alimentação do cão um pouco antes das suas.

Pular nas pessoas

Este é um problema muito comum, principalmente em cães brincalhões ou em filhotes. Para obter sucesso no treinamento é preciso entender o motivo pelo qual eles fazem isso. Na maioria das vezes esse hábito começa quando o cão é pequeno, pois quando eles pulam, as pessoas costumam brincar e dar carinho, o que leva ao entendimento de que esse é um comportamento positivo.

Sempre que o cão pular, vire-se imediatamente e ignore-o. Se possível, saia andando e fique algum tempo sem olhar para o cão. Dar bronca geralmente não funciona, pois, o cão acaba recebendo a atenção que está buscando. Quando o cão parar de pular e se mostrar calmo com a sua presença, aproxime-se dele novamente. Para obter sucesso, recompensar é essencial. Ofereça um petisco ou um carinho apenas quando ele for ao seu encontro sem pular.

Comer as próprias fezes

Esse comportamento é repugnante para nós, mas os cães (e outros animais) não pensam assim. Apesar disso, por questões de higiene é importantíssimo coibir esse hábito. Veja os motivos mais comuns que levam o cão a ingerir fezes.

Deficiência nutritiva: em alguns casos o animal ingere fezes na tentativa de suprir a carência de algum nutriente. Portanto, é recomendado procurar um Médico Veterinário para ajustar a dieta e investigar se não há nenhum problema digestivo com o animal.

Comportamento compulsivo: isso ocorre geralmente em cães que estão entediados, com pouca atividade física e que ficam muito tempo sozinhos. O ideal é inverter esse quadro, estimulando o exercício físico através de passeios e brincadeiras diárias.

Evitar punição: alguns cães comem as fezes na tentativa de limpar o recinto antes que o seu tutor veja. Isso ocorre geralmente em casos em que a pessoa dá broncas quando o animal faz suas necessidades em local errado, ou em caso de cães muito reprimidos ou assustados. O correto é recompensar quando o cão acerta, e não punir quando ele erra.

Curiosidade ou atratividade: cães muito famintos e curiosos podem ter esse comportamento, seja por fome ou por mera atração a algum odor de alimento que as fezes exalem. Nesses casos, uma dica é jogar um pouco de vinagre sobre as fezes, pois o cheiro vai espantar o animal. Verifique também se o cão está se alimentando adequadamente, ofereça sempre um alimento de qualidade, e procure ajuda de um Médico Veterinário no caso de dúvidas.

Latidos em excesso

Os motivos que levam os cães a latir são os mais diversos. O latido é geralmente para avisar algo: pode ser fome, sede, chamar atenção para brincar, espantar intrusos, entre outros motivos que são normais para um cão.

O problema é quando o latido se torna excessivo e sem necessidade. A causa mais comum disso é a ansiedade originada pela falta de atividades ao longo do dia. A fim de evitar os latidos constantes e aliviar o estresse, é aconselhável interagir bastante com o cão, passear mais vezes e oferecer brinquedos que ele se interesse. Verifique o ambiente também: cães que vivem em espaços pequenos e sem estímulos costumam latir mais.

Dica final

Tanto para latidos excessivos como para os outros problemas citados neste artigo, o adestramento é indicado. Essa prática permite que o cão ocupe o seu dia com atividades, além de aprender comandos que serão eficientes para corrigir quando o cão fizer algo errado. Também é válido ressaltar que um cão adestrado possui temperamento mais calmo e disciplinado. Com o treinamento, o animal enxergará seu dono como um líder que terá influência nos seus comportamentos e consequentemente em um ambiente de convivência mais equilibrado. Procure ajuda de um profissional qualificado para conduzir o adestramento do seu cão.

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