Categoria: Saúde e Bem-Estar

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Como cães e gatos podem ajudar no desenvolvimento de crianças

Ter um animal de estimação é o desejo de talvez 9 em cada 10 crianças. Aqueles que as crianças conhecem muito bem e muitas vezes acabam duvidando de trazer ou não um animal de estimação para dentro de casa. Para aqueles que estão dispostos a cuidar de um animal com carinho e atenção, a companhia de um animal de estimação é muito saudável e benéfica. Essa coexistência pode oferecer muito ganho, principalmente para crianças. Veja neste artigo quais são os principais benefícios envolvidos.

Benefícios da companhia de cães e gatos para crianças

O período da infância é crucial para o desenvolvimento psicológico e social de uma pessoa. É nesta fase que aprendemos os fundamentos da vida em sociedade, que desenvolvemos nosso caráter, os limites dos direitos e deveres, a hierarquia, entre outros traços muito importantes para a vida adulta.

- Responsabilidade: o senso de responsabilidade é extremamente incentivado em crianças que convivem com animais de estimação, porque aprendem desde cedo que um animal precisa de alimentação, banho, passeios, atenção etc. Isso introduz as crianças em questões relacionadas à compaixão, empatia e lealdade, ensino que respeitem os outros e, acima de tudo, que a vida é responsabilidade deles.

- Lidar com frustrações e perdas: Durante a infância somos confrontados pela primeira vez com frustrações e perdas. A relação da vida com um animal mostra isso às crianças de maneira natural, pois um animal de estimação pode ficar doente ou morrer durante esse período.

- Saúde: Animais de estimação trazem bem-estar tangível para quem mora com eles, e muitos estudos demonstraram isso. Um deles, realizado nos EUA, examinou os efeitos da presença de um cão em famílias com crianças em idade pré-escolar e encontrou diminuição da pressão arterial, freqüência cardíaca e estresse comportamental quando comparado a crianças sem companhia de animais.

Outra pesquisa americana, realizada mais recentemente (2015), estudou 643 crianças com idades entre quatro e dez anos, formando dois grupos, com e sem cachorro. Dos que possuíam cães, 12% foram diagnosticados com estresse e ansiedade, muito menos do que no grupo sem o cão de estimação, que apresentou 21% das crianças com esses problemas.

Outros estudos indicaram benefícios do contato com cães ao sistema imunológico de bebês. Os bebês expostos a cães foram comparados a outros bebês que não foram expostos, e verificou-se que substâncias anti-inflamatórias e imunossupressoras que interferem na regulação do sistema imunológico e alergias aumentam significativamente em bebês de um ano de idade, quando expostos aos animais. Isso indicou que esses bebês têm menos chances de desenvolver alergias e dermatites.

- Atividade física: Ter um animal de estimação pode reduzir as chances de uma criança ficar sedentária. A interação pet + humano estimula a prática de exercícios físicos através de caminhadas e jogos que as crianças adoram.

Aprendendo regras e cuidando de um animal de estimação

Conforme explicado acima no item 'Responsabilidade', com a presença de um animal em casa, as crianças têm a oportunidade de aprender desde o início que existem regras de respeito pelos outros. Um desafio para os pais é impor limites à criança, e um gato ou cachorro ajuda nisso porque a criança logo entenderá respeitar o espaço do animal (é claro que isso também depende da ajuda dos pais ao ensinar esse limite). Regras como higiene, saúde, organização e educação são muito fáceis de entender onde a criança mora com um pet. Um caso interessante que ocorreu em Recife/PE, mostrou esse benefício muito bem: o diretor da escola adotou dois cães que se tornaram grandes amigos dos alunos. Por meio dessa ação com os pets, a administração da escola percebeu que os alunos mostravam sinais claros de amadurecimento, tornando-se mais responsáveis. Mesmo um aumento nas notas foi observado pelo diretor.

Terapia assistida por animais
A terapia assistida por animais visa melhorar a qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência, dificuldades sociais ou motoras, por meio da interação com animais de estimação. Existem enormes benefícios que essas terapias trazem para as pessoas e, para crianças, isso não é diferente.

Existem terapias para crianças com autismo, por exemplo. Como explicado em outro artigo, o caso de Iris Grace, 5 anos de idade. Seus pais lhe deram um gatinho e explicaram como isso era benéfico: "A presença constante de Thula (o gato) e sua natureza gentil estão produzindo um efeito muito positivo sobre Iris. Agora ela diz muitas outras palavras, dando instruções a Thula. O gatinho permaneceu ao lado de Iris desde o primeiro dia em que chegou ", disse a mãe da menina. Além de incentivar a comunicação, Thula deixou Iris mais confiante e inspirada em suas pinturas (uma atividade que ela já possuía).

No caso de crianças que se recuperam de lesão cerebral com dificuldades de locomoção, a terapia é interagir fisicamente com o animal acariciando, escovando ou alimentando-o, por exemplo. Juntamente com um terapeuta, a criança treina todos esses movimentos de maneira natural e agradável, muito mais divertida e menos chata do que uma sessão de fisioterapia tradicional, contribuindo muito para alcançar os objetivos do tratamento.

Um estudo europeu recente mostrou que a terapia com cães para crianças de 7 a 10 anos, que são inseguras ou com problemas de socialização, foi muito benéfica para reduzir o estresse. O grupo que usou cães teve um desempenho melhor do que o grupo que fez terapia com um ser humano.

Cuidados necessários na companhia de animais e crianças

Muitas pessoas ainda têm medo de levar o animal para casa quando você tem um bebê ou uma criança na família. O medo é que, caso ocorra algum acidente, morda ou arranhe animais ou transmita doenças. Sabemos que, seguindo algumas recomendações básicas, você pode reduzir bastante as chances de algo desse tipo ocorrer:

- Nunca deixe seu filho pequeno (até 7 anos de idade) sozinho com o animal. Alguns jogos infantis (como puxar a cauda ou montar por cima) podem ser considerados uma agressão por parte do animal, que tentará se defender. Longe da sua supervisão, tanto a criança quanto o animal podem ficar mais "brincalhões" e acabar ultrapassando os limites.

- Ensine as crianças a respeitar e cuidar dos animais. Este é um bom momento para explicar que o animal também sente dor e medo, e que devemos respeitar seu espaço na casa, não mexendo na comida quando ele está comendo, não forçando jogos, não assustando-os, etc.

- Verifique se o seu animal de estimação é manso o suficiente para viver ao lado de crianças. Mesmo com as recomendações acima, é necessário verificar se o cão ou gato que você possui é capaz de tolerar a proximidade com as crianças. Alguns animais com personalidade mais forte devem ser analisados ​​com cautela. Se você observar algum comportamento agressivo, converse com seu veterinário de confiança ou mesmo com um treinador qualificado para ajudá-lo. Enquanto você não tiver certeza, mantenha o animal com acesso restrito às áreas onde as crianças ficam.

- Mantenha seu animal de estimação saudável, vacinado, desparasitado e limpo. Esta é uma recomendação simples, basta visitar regularmente o veterinário e seguir rigorosamente suas instruções!

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