Categoria: Saúde e Bem-Estar

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Como fazer a troca da ração do seu pet

Com tantas opções diferentes no mercado de nutrição animal, todo tutor de cão ou gato já passou pela situação da troca de ração. Essa mudança na alimentação pode ser por vários motivos, desde questões médicas até pela simples preferência do animal. A troca de ração deve ser feita seguindo algumas recomendações, a fim de evitar rejeições e reações adversas. Veja neste texto como fazer da maneira correta.

Principais problemas que podem ocorrer

Antes de falar como exatamente deve ser feita a troca do alimento, vamos mostrar quais problemas geralmente ocorrem e porque eles acontecem. É importante ressaltarmos que os sintomas relatados abaixo podem estar relacionados à doenças e condições que não tem relação com a troca da alimentação, e que nesses casos, é imprescindível visitar um médico veterinário. As causas que vamos explicar são em relação a nova comida, e não levam em consideração problemas de saúde.

Vômitos: Uma reação comum é o vômito. Na maior parte das vezes, ocorre porque o animal acaba ingerindo rápido demais o novo alimento, não mastigando corretamente e engolindo ar junto. Esse tipo de problema ocorre geralmente em cães, pois está envolvido com a disposição de provar novidades e de ingerir mais do que o necessário, algo típico dessa espécie.  Fora isso, quando há a troca abrupta de alimento, o sistema digestivo pode reagir, expulsando o alimento através do vômito como forma de defesa.

Diarreias: De todas, essa com certeza é a reação mais comum quando fazemos a troca do alimento. Primeiramente, vamos definir o que é diarreia: aumento do volume de fezes, com diminuição da consistência e/ou aumento da quantidade de água nas fezes.

O intestino é um órgão muito complexo e sensível às mudanças, principalmente nos cães e gatos, que são animais carnívoros e não apresentam uma ampla gama de possibilidades alimentares como os seres-humanos, por exemplo. A variedade de alimentos nos quais os cães e gatos são expostos é muito menor que a nossa, o que os torna mais sensíveis às mudanças.

A microbiota intestinal (bactérias residentes) é modulada de acordo com o tipo de alimento, e conforme muda a fonte alimentar, afeta o equilíbrio dessas bactérias, gerando fermentação, alterando o pH fecal, entre outras coisas que vão levar a uma diarreia.

Além disso, uma nova dieta terá fontes e proporção de nutrientes diferentes, que após a pré-digestão do estômago deverão ser reconhecidas e absorvidas pelas células intestinais. Esse processo depende também da secreção de uma série de enzimas digestivas. Portanto, todo o sistema digestório estava já adaptado ao alimento antigo, e agora terá que ajustar todo seu funcionamento para digerir e absorver adequadamente a nova dieta. Até a adaptação não terminar, a diarreia é uma consequência comum.

Gases e dores abdominais: esses sinais são típicos de dificuldades digestivas. Podem ocorrer em casos de diarreia associada ou não. Os gases são produzidos pela atividade das bactérias que fermentam o alimento que atinge o intestino grosso. Alimentos que são mal digeridos ficam mais tempo em contato com essas bactérias, aumentam a fermentação, e consequentemente os gases. Isso vai causar incômodo e dor abdominal, e alguns animais chegam a ficar prostrados, gerando uma preocupação no tutor.

Coceira e irritação na pele: reações alérgicas ou de intolerância a algum componente diferente presente no novo alimento podem causar problemas cutâneos bem visíveis. Coceiras, descamação, pequenas feridas e queda de pelo são os mais comuns. Nesse caso, se isso foi causado pelo alimento, fazer a troca gradual ou esperar algum tempo não vai resolver. O correto seria trocar para outra opção, com fontes de nutrientes diferentes, como você por ler mais aqui.

Como trocar a ração do seu pet corretamente

Como você pode ver, a troca da ração pode causar alguns transtornos. Porém, é possível evitar todos eles fazendo a troca da maneira correta. Confira o passo a passo a seguir.

1. Certifique-se de que é preciso fazer a troca da ração

Essa é a primeira pergunta que precisa ser feita antes de mudar o alimento do seu pet. Muitas pessoas gostam de mudar a ração apenas para variar um pouco o paladar, mas o que elas não sabem é que na maioria das vezes não é necessário. Existem algumas razões para fazer a troca, como por exemplo, no caso de um filhote que está atingindo a idade adulta, um animal acima ou abaixo do peso, ou que apresenta alguma condição de saúde que em que a dieta faz parte do tratamento. Portanto, antes de fazer qualquer alteração, procure a opinião de um Médico Veterinário de confiança para ter certeza de que é realmente indispensável. Se for, não deixe de seguir as etapas a seguir!

2- Não espere a ração antiga acabar

A troca deve ser iniciada enquanto há ainda uma quantidade considerável da ração que o pet tem comido, o suficiente para uns 7 a 10 dias de alimentação.

3- Fazendo a troca gradual

O ideal é que a mistura da ração antiga com a ração nova seja feita gradualmente em um período de 10 dias:

  • Nos primeiros 3 dias oferecer ¼ da nova e ¾ do alimento anterior.
  • Nos 4 dias seguintes, oferecer ½ da N&D e ½ do alimento anterior.
  • Nos próximos 3 dias, oferecer ¾ da N&D e ¼ do alimento anterior.
  • A partir do 11º dia, oferecer apenas a nova ração.

4- Troca entre alimentos caseiros para ração

Caso essa seja a sua situação, o procedimento de troca deve ser feito da mesma maneira que o citado acima. Para facilitar a aceitação, é recomendado misturar um pouco de alimento úmido próprio para pets. Como o animal estava acostumado com alimentos caseiros, pode ser difícil e demorado o processo de aceitação, necessitando muitas vezes de um tempo maior misturando alimentos úmidos com os secos.

5- Observe o seu pet

Durante todo o processo, é fundamental que o tutor observe o comportamento do seu melhor amigo durante a refeição. Alguns detalhes podem fazer a diferença, como por exemplo, o sabor e o tamanho dos grãos. Dessa forma, é importante reparar como está sendo a aceitação ao novo alimento, pois caso haja alguma rejeição, uma nova opção pode ser proposta, desde que esteja dentro da indicação do Médico Veterinário. Lembre-se que cada organismo reage de um jeito as mudanças, então não se desespere caso essa experiência não dê certo logo na primeira tentativa. A paciência é um fator essencial no sucesso da troca.

E quando o animal se recusa a comer a ração nova, o que fazer?

Primeiramente, o correto é excluir a possibilidade de que alguma doença esteja causando a falta de apetite. Verifique se o pet mostra outros sinais, como dor, febre, desânimo, vômitos ou diarreias, antes mesmo de provar o novo alimento. Se você suspeitar de algo, leve no veterinário.

Se não for problema de saúde, e se você fez a troca gradual como explicamos, provavelmente o animal realmente não gostou do novo alimento. Caso a dieta nova tenha sido prescrita por um Médico Veterinário, você deve checar com ele se há outras opções disponíveis para o caso do seu pet. Se não, você pode verificar novas alternativas no mercado. Existem muitas opções de alimentos completos e balanceados, com formulações e sabores diferentes.

 Muitas vezes a recusa de se alimentar está envolvida com questões comportamentais ou por um condicionamento causado pela própria rotina do pet e relacionamento com o tutor. Por exemplo, oferecer petiscos em excesso vai tornar o animal muito seletivo, e até tirar a fome para a hora da refeição principal. No caso dos cães, deixar a ração a vontade o dia todo também é outro erro. Após colocar a ração no comedouro, aguarde por volta de 30 minutos e retire, mesmo que o animal não tenha comido. Caso tenha sobrado, também retire. O cão percebe que o alimento vai ficar sempre disponível, e vai comer só quando perceber que nada mais apetitoso será oferecido. Além disso, com o passar das horas, a ração vai perder um pouco do odor e do saber, ficando menos atrativa.

Como escolher a melhor ração

Uma dúvida muito comum é como escolher a melhor ração para o pet. Primeiramente, leve em consideração a reputação e a qualidade da marca percebida por médicos veterinários e especialistas em nutrição animal. Existem algumas empresas consagradas, que trazem o conhecimento científico de centros de nutrição espalhados pelo mundo. Após isso, verifique qual empresa segue os conceitos que você considera mais saudáveis para o seu animal de estimação.

A Farmina produz alimentos completos que respeitam todas as particularidades alimentares e as preferências de cães e de gatos. As dietas são formuladas sempre com matérias-primas de alta qualidade, sem transgênicos, com ingredientes nobres e são ricas em proteína animal, o nutriente mais importante para os carnívoros. Mais de 90% das proteínas presentes nos alimentos Farmina vêm de fontes de origem animal, como carnes e ovos. São acrescentados também ingredientes ricos em antioxidantes nas fórmulas, como cúrcuma, quinoa, coco, blueberry, camomila, cranberry, erva-doce, entre outros.

No portfólio de alimentos da Farmina existem várias opções, desde alimentos que utilizam apenas cereais ancestrais (como aveia, cevada e quinoa), outras livres de cereais, alimentos funcionais, entre outras. Para que a escolha seja certeira, utilize um Plano Nutricional. Trata-se de um sistema desenvolvido por especialistas em nutrição de cães e gatos que seleciona a dieta ideal para o caso do animal, calculando a quantidade exata de alimento a ser oferecida. Uma vantagem extra é a geração de um cupom de desconto exclusivo. Clique aqui para fazer o Plano Nutricional do seu pet.