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Cão-guia: como é a formação de um “anjo da guarda”

Eles são companheiros inseparáveis dos portadores de deficiência visual e ajudam a realizar as atividades do dia a dia. No entanto, não é qualquer animal que pode ser tornar um cão-guia. Conheça quais são os pré-requisitos para a seleção do pet, como funciona sua formação e a incrível história da aposentadoria do cão Simon.

 

Formação

Antes de selecionar um filhote são aplicados diversos testes para avaliar o temperamento- que deve ser dócil e equilibrado – e a facilidade para aprender e se adaptar a novas situações. O tamanho e tipo de pelagem também são quesitos importantes para a escolha. As raças preferidas são: Pastor Alemão, Golden Retriever e Labrador, mas isso não significa que apenas estas raças tenham aptidão. Em alguns países, como a Nova Zelândia, por exemplo,  até os vira-latas podem ser treinados para desempenhar a função de cão-guia.

A saúde, temperamento e liderança do filhote candidato são observados até os dois meses de idade. Até completar um ano, o pet fica sob os cuidados de uma família para aprender a socializar com diversas pessoas, animais e ambientes. Ainda durante esta fase é feito o adestramento básico: o "senta", o "deita" e o "fica"; o animal aprende também a parar para descer ou subir escadas, parar para atravessar a rua, andar do lado esquerdo e se comportar de forma tranquila em todos os lugares, inclusive em metrôs, táxis e ônibus.

 

Treinamento

Os cães são treinados em uma escola especializada por aproximadamente sete meses. Após esse período, caso não sejam qualificados como "guias", são utilizados para farejar, fazer companhia às pessoas com dificuldade de locomoção ou em outras atividades.

Depois de passar por um longo período de adestramento e treinamentos específicos, o pet está apto para realizar contato com o seu futuro dono, em uma condição personalizada que respeita as características de cada pessoa. Durante três semanas, o deficiente visual permanece na escola em que o cão foi treinado para receber todas as orientações necessárias sobre os cuidados e a convivência com o animal.

 

Regras de etiqueta

Ao encontrar um cão-guia em via pública ou estabelecimentos, algumas regras de etiqueta devem ser seguidas para não distrair o animal. Não toque, fale, alimente, dê comandos, evite andar do lado esquerdo do pet, agarrar ou dirigir a pessoa quando ela estiver com o cão. Se você quer ajudar, pergunte ao utilizador se ele necessita do seu auxílio.

 

Uma história que emociona

A afetividade e a cumplicidade compartilhadas nesta relação são tão intensas que emocionam e inspiram a todos. Um exemplo é a história de Alberto Pereira e o cão Simon. O radialista perdeu totalmente a visão por volta dos 12 anos e apesar de se locomover com bengala, sentiu a vida mudar quando o animal chegou a sua casa.

Durante oito anos, viajaram juntos de Jundiaí para São Paulo, onde Alberto trabalha. Já foram também para Argentina, México, Uruguai, Paraguai, Portugal e Espanha e se tornaram grandes amigos.

Em entrevista a Folha de São Paulo, Alberto disse que uma situação marcante foi quando Simon encontrou a porta de um consultório que ele não frequentava a mais de quatro anos.

O animal, no entanto, precisou recentemente ser substituído por outro cão-guia. Devido à idade, o pet começou a apresentar sinais de cansaço e não conseguiu continuar acompanhando a rotina do radialista.

Desse tempo, fica um sentimento muito forte de gratidão pelos anos de companheirismo e um carinho sem explicação.


Foto: Folha Uol


Foto: Folha Uol

Happy pet. Happy you.