Categoria: Saúde e Bem-Estar

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As 7 maiores mentiras sobre cães e gatos

Aproveitando a famosa data de 1º de abril, o “dia da mentira”, preparamos um artigo que vai elucidar as maiores crenças e mitos relacionados aos cães e gatos. Coisas como “grávidas não podem ter gatos”, “cachorro deve comer ossos”, “precisa cruzar antes de castrar”, “gatos se apegam à casa, não ao dono”, entre outros, serão explicados no texto a seguir. 

 

7 MITOS SOBRE CÃES

1 - Cães precisam cruzar ou ter cio uma vez antes de castrar

Não existe uma idade exata de escolha para se castrar uma fêmea, sendo mais recomendado fazer a cirurgia antes do primeiro cio e a partir dos 3-4 meses de idade, reduzindo em quase 100% as chances de doenças relacionadas aos órgãos reprodutores, e evitando os incômodos de um cio e os riscos de uma gestação num animal muito jovem. Porém, alguns veterinários preferem esperar o primeiro cio. Para o macho, não existe nenhum motivo médico para que seja feito um cruzamento antes de castrar, a não ser que se deseje reproduzir o animal. 

2 - Cães adultos e idosos não podem ser adestrados

Cães mais adultos ou idosos podem ser adestrados com sucesso. Para atingir esse objetivo, é preciso ter um pouco mais de paciência e respeitar os limites do animal. O processo de envelhecimento não é limitante de aprendizado, exceto quando o animal apresenta algum grau de demência senil. O que pode acontecer é uma redução de algumas atividades motoras e fisiológicas, mas isso não interfere na sua capacidade de assimilar comandos, apenas pode dificultar um pouco ou tornar o processo mais longo.

3 - Cão que não sai de casa não precisa ser vacinado ou vermifugado

Alguns tutores acreditam que pelo fato do animal não sair com frequência de casa, nem para passeios, não precisa ser vacinado ou vermifugado. Essa crença é um grande mito pois diversos vetores de doenças, como ratos e aves, podem adentrar à residência. Além do risco de ter um transmissor de doenças por perto, nada garante que o seu pet nunca terá contato com as ruas. A saída pode acontecer por meio de uma fuga ou até mesmo em uma visita a um pet shop ou a um médico veterinário. Portanto, por ser um procedimento simples e de baixíssimo risco, a vacinação é fortemente recomendada para todos os animais saudáveis, independentemente de onde ou como eles vivam. Ainda devemos considerar que ao proteger o seu pet, você também estará protegendo a sua família, pois existem diversas doenças que podem ser transmitidas entre os animais e os humanos (zoonoses). Já a vermifugação visa quebrar o ciclo dos parasitas intestinais, impedindo que eles se disseminem no ambiente e que causem infecções nos animais e nos humanos.  Tanto a vacinação quanto os vermífugos devem ser administrados de acordo com o protocolo de um veterinário.

4 - Cães só enxergam em preto e branco

Muitas pessoas já devem ter escutado falar que os cães só enxergam em preto e branco, mas esse é outro mito, pois as estruturas oculares desses animais se assemelham bastante às dos humanos. Porém, os cães têm menos células especializadas em detectar cores, e estudos indicam a possibilidade desses animais enxergarem tons de azul, amarelo e cinza, que quando combinados, pode ser percebido como marrom acinzentado, amarelo escuro, amarelo claro, amarelo acinzentado, azul claro e azul escuro. Acredita-se que as cores verde e vermelha não podem ser detectadas pelos olhos dos cães. Apesar de enxergarem menos cores que os humanos, a visão dos cães é considerada melhor quando há pouca claridade. Essa informação pode ser justificada de acordo com as habilidades primitivas de caça no período noturno.

5 - Um ano do cão equivale a 7 anos de um humano

Calcular a idade do cão em relação à nossa não é tão simples assim. Como em geral os cães têm uma vida de 6 a 7 vezes mais curta, chegaram a esse valor. Mas, para calcular não podemos dizer que é sempre 7, pois esse número vai variar muito, e não será sempre igual em todas as fases da vida. Por exemplo, como o cão chega à vida adulta com aproximadamente 1 a 2 anos de idade, poderíamos dizer que ele já teria 18 anos na idade humana, o que faria 1 ano equivaler a mais de 10 anos.  Por outro lado, um animal com 14 anos de idade (que não é raro), poderíamos dizer que seria o equivalente a 98 anos? Proporcionalmente, tem muito mais cães com 14 anos do que seres-humanos com 98.

Não existe um valor correto, mas podemos estimar na base da comparação. Para calcular, devemos levar em conta o porte do animal. Cães de pequeno porte atingem a vida adulta aos 10 a 12 meses, de médio porte de 12 a 14 meses, e grande porte de 16 a 18 meses, portanto, nessa fase eles estariam com aproximadamente 18 anos. Leve em consideração a expectativa de vida também: pequeno porte 12 a 15 anos, médio porte de 10 a 13 anos, e grande de 8 a 12. Agora, imagine que uma pessoa vive em média de 75 a 85 anos. Pronto, você tem os dados para comparar a idade do seu melhor amigo em relação ao tempo de vida de um humano.

6 - Restos de comida não fazem mal

Oferecer restos de comida, sejam alimentos considerados saudáveis ou não, é sempre arriscado. Primeiramente, a comida que nós comemos contém temperos potencialmente tóxicos para os animais, como a cebola, o alho e a pimenta. Outros alimentos como folhas, ossos, e pedaços de gordura podem gerar uma grande indigestão, com vômitos e diarreia. Além disso, mesmo que o animal não passe mal, a inclusão de alimentos totalmente diferentes vai desequilibrar sua dieta, causando excesso ou falta de nutrientes. Vale lembrar que a principal causa de obesidade dos pets é a oferta de petiscos muito apreciados pela gente.

Para oferecer um alimento completo e que leva em consideração as preferências alimentares e o comportamento natural do cão, conte com a ajuda o Plano Nutricional Farmina. Clique aqui e tenha acesso a uma dieta personalizada para o seu pet, com um desconto especial para leitores do blog.

7 - Cães devem comer ou roer ossos

Existe uma crença que pelo fato dos cães serem carnívoros, eles devem obrigatoriamente ingerir ou, no mínimo, roer ossos. Na natureza, o lobo ou cão selvagem de fato acabam fazendo isso ao se alimentar das suas presas, que são outros animais.  Ocorre que o cão atual é um animal doméstico que não precisa caçar e tem à disposição todos os nutrientes necessários em quantidade e qualidade suficientes através dos alimentos fabricados pelas empresas de nutrição animal. Oferecer ossos também implica em riscos como: engasgos, obstruções intestinais (quadro gravíssimo), perfurações no sistema digestório e diarreias. Além disso, por ser riquíssimo em cálcio, cães que comem ossos podem apresentar um quadro de excesso desse mineral, o que causa problemas metabólicos e ósseos. 

 

7 MITOS SOBRE GATOS

1 -Se apegam à casa, não ao dono

Apesar de às vezes não parecer, os gatos se apegam sim aos seus tutores. Esse mito existe porque as pessoas acabam comparando o comportamento do gato com o do cão, e são animais completamente diferentes. A gato não demonstra suas emoções com a mesma intensidade, pois não “aprendeu” durante a sua evolução e domesticação a fazer isso. Porém, o apego à casa é evidente em qualquer pet, pois ele identifica aquele ambiente como um local seguro, onde ele pode descansar e se alimentar.

2 - Sempre caem de pé

O gato é um animal adaptado a escalar árvores, saltar, apanhar presas em movimento, inclusive pássaros. Isso trouxe a este animal habilidades únicas. Por isso o gato tem a incrível capacidade de girar no ar sob seu próprio eixo, aterrizando de pé na maioria das vezes. Porém, nem sempre será possível fazer esse giro, dependendo da altura da queda, da idade do gato, da presença ou não de obstáculos até atingir o chão, entre outros fatores. É verdade que a flexibilidade dos bichanos, somada ao reflexo ágil e seu leve esqueleto permitem que eles suportem melhor as quedas, mas isso não quer dizer que eles são imunes a ferimentos. Não são raros acidentes nos quais há lesões nas patas, bacia e até na mandíbula, mesmo com o gato caindo de pé.

3 - Gostam de viver sozinhos

Este mito também está relacionado com uma comparação com cães. Por não terem instinto de “matilha” e demonstrarem pouco suas emoções, parece que eles gostam de ficar sozinhos. Porém, o gato doméstico que já se acostumou com contato humano gosta e até precisa de companhia. Gatos selvagens ou de vida livre não se aproximam de humanos por não conhecerem e sentirem medo. O que ocorre é que os felinos não usam da mesma estratégia que os cães para caçar e para comer, fazendo esse processo sozinhos. Por causa disso, eles são menos sociáveis, porém eles apresentam comportamentos sociais de afeto e amizade, como lamber uns aos outros, brincar e se comunicar ativamente.

4 - Grávidas devem ficar longe de gatos

Talvez esse seja o mito mais injusto. Como o gato é um dos transmissores da toxoplasmose, e essa doença pode causar problemas no feto caso a mulher grávida seja infectada, existe esse medo. Mas, não há motivos para isso!

O gato com toxoplasmose libera os ovos do parasita pelas suas fezes. Para que o humano contraia a doença, é necessário de fato engolir esses ovos ao levar a mão à boca, pois o contágio é oral apenas. Além disso, é preciso que esses ovos fiquem por no mínimo 1 dia inteiro no ambiente para se tornarem infectantes. Lembrando que apenas os gatos infectados podem transmitir a doença, e que a eliminação de ovos ocorre durante uma fase da infecção, não o tempo todo. Os gatos somente podem se infectar se ingerirem presas ou carne crua em que o parasita esteja presente, ou se entrarem em contato direto com outros gatos com toxoplasmose. As maiores possibilidades de infecção estão nos alimentos que não foram bem lavados ou cozidos antes do consumo, ou quando a pessoa não adota medidas simples de higiene, como lavar as mãos após limpar as fezes dos animais.

5 - Gatos são traiçoeiros

Por terem evoluído como caçadores natos, os gatos apresentam técnicas sorrateiras de caça, que aos nossos olhos parecem traiçoeiras. Por brincarem de caçar rotineiramente, algumas pessoas se assustam e rotulam os bichanos com esse adjetivo. Quem tem um sabe que eles não são traiçoeiros, e que só atacam quando se sentem ameaçados.

6 - Odeiam cães

Novamente, graças a desenhos animados e a alguns comportamentos de medo que os gatos demonstram ao se depararem com um cão, existe esse mito. Normalmente, quando as 2 espécies se encontram sem se conhecer previamente, há no gato (e/ou no cão) uma reação instintiva de proteção, fugindo ou até atacando quando se sentem ameaçados. Na verdade, não existe ódio de nenhum dos lados, é somente medo do desconhecido.

7 - Gatos devem beber leite de vaca  

Por causa de desenhos animados e de imagens de gatinhos filhotes bebendo leite, muita gente acredita que os gatos devem ingerir esse alimento. Ocorre que o leite de vaca não é apropriado para os felinos, podendo causar diarreias. O único leite que faz parte da alimentação dos felinos é o da mãe.

Uma dieta de qualidade e específica para gatos é suficiente para fornecer todos os nutrientes necessários, tornando completamente desnecessária a inclusão de leite de vaca na alimentação. Através de um Plano Nutricional é possível receber a indicação de uma dieta personalizada, com alimentos formulados de acordo com os hábitos e a natureza dos felinos. Clique aqui para ter acesso a esse benefício.

 

Esperamos ter esclarecido a maioria dos mitos que foram criados sobre cães e gatos. Infelizmente, esses animais acabam sofrendo por causa dessas crenças sem fundamentos. Consulte sempre um médico veterinário ou um especialista em comportamento animal. Se tiver dúvidas ou sugestões, deixe um comentário abaixo ou fale conosco através das nossas redes sociais.