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Adotando um gato adulto - dicas e cuidados necessários

Adotar um pet é um gesto bonito e muito importante para o controle e para o bem-estar dos animais abandonados. Escolher um animal já adulto, ou seja, que já passou por outras famílias, ou está há muito tempo na rua, é ainda mais generoso. Passada a fase “bonitinha” do filhote, nem todos vão se atrair por um animal maior e que não se sabe como foi educado. Como os gatos estão sendo cada vez mais procurados e são animais com uma personalidade mais enigmática do que os cães, vamos mostrar que é possível adotar um felino adulto se seguirmos cuidados básicos, inclusive se já tiver um cão ou um outro gato na casa.

O comportamento natural do gato

Gatos são animais com características únicas. A domesticação dos gatos não foi tão intensa como a dos cães, e por isso seus hábitos e comportamentos estão mais próximos dos seus ancestrais selvagens. Na natureza, a maioria dos felinos caça solitariamente, e sua atividade se resume em busca de presas e exploração do território. Quando não estão fazendo isso, aproveitam para descansar, assim têm energia para próxima caçada.  Apesar de não parecer, o gatinho que temos em casa manso e tranquilo reproduz esse comportamento “selvagem”. Ao se esfregar e tentar entrar em todos ambientes, procurando rotas de fuga e lugares seguros, está controlando seu território. Ao preferir se esconder às vezes e dormir a maior parte do dia ao invés de brincar como um cão, está seguindo suas origens. Na alimentação também, pois o gato escolhe o que vai comer segundo seus rígidos critérios, a fim de ingerir somente o que de fato o nutre bem, como alimentos ricos em ingredientes animais, pois são carnívoros estritos, o que não permite uma gama ampla de opções alimentares.

É importante entender a maneira que o gato se relaciona com seu ambiente/território, principalmente no caso da adoção de um felino adulto. Como o felino depende inteiramente da sua ação ativa de caça e defesa de território, ele vai querer sempre manter tudo sob controle. Por isso, é normal que ele se esconda quando uma visita chega, por exemplo. É preciso lembrar de que um animal adulto possui uma personalidade formada e vivências muitas vezes desconhecidas pelo novo tutor. Portanto, é preciso dar tempo para conhecê-lo melhor, ter paciência e sempre respeitar os seus limites para facilitar todo processo de adaptação.

Preparativos para chegada do novo integrante

Antes de receber um felino adulto na sua casa, é necessário proporcionar um lugar que atende as necessidades da espécie para que o pet tenha conforto e qualidade de vida. Para quem já possui outro gato, é um pouco mais fácil, pois provavelmente o ambiente já está preparado adequadamente. Veja os principais preparativos:

Castração: Colocamos essa recomendação em primeiro lugar por ser a mais importante. Felinos não castrados vão reproduzir uma série de comportamentos de disputa de território e de busca de parceiros para acasalamento. Isso vai gerar transtornos para o proprietário, e um estresse desnecessário para o gato. Portanto, a recomendação é de sempre castrar o quanto antes, seguindo a orientação do veterinário.

Telas: por mais que pareça cruel, evitar as saídas para a rua é a melhor maneira de proteger o gato de agressões e acidentes. Telar janelas é fundamental, pois por mais que a janela não dê acesso à rua, quedas podem ocorrer gerando lesões graves.

Preparar um local calmo: ao chegar em um ambiente completamente desconhecido, o gato vai ficar muito receoso ou amedrontado. Prepare no local mais calmo da casa uma área com água, comida e caminha. Se no cômodo existir algum móvel em que o gato possa se esconder, como debaixo de uma cama, melhor ainda.

Caixa de areia: procure um lugar bem tranquilo também para a caixa de areia, mas longe do local de alimentação. Se você tem contato com o antigo tutor, pergunte a ele qual areia utilizava para manter a mesma. Lembre-se, gatos não gostam de mudanças.

Arranhadores: Gatos precisam afiar suas unhas, e é praticamente impossível tirar esse hábito deles. Deixe arranhadores disponíveis, de preferência mais de um, e de materiais diferentes. Existem opções de papelão ondulado, borracha, corda, vime, madeira, entre outros.

Alimentação: Antes mesmo de trazer o felino para casa, é importante já ter escolhido o melhor alimento para ele. Para facilitar a busca por uma dieta adequada, a Farmina criou o Plano Nutricional. O tutor preenche os dados e informações sobre seu pet e recebe uma dieta específica dentre as várias opções disponíveis atualmente.  Esse Plano pode ser solicitado gratuitamente através de um sistema online, disponível neste link. Como benefício extra, o tutor recebe um cupom de desconto exclusivo para compra do produto. Os alimentos da Farmina respeitam as particularidades dos carnívoros: são ricos em proteína de origem animal, têm moderados níveis de carboidrato de fontes com baixo índice glicêmico, como abóbora e quinoa, por exemplo.

Dicas essenciais

Após preparar o ambiente, está na hora de receber o novo morador felino. Separamos algumas dicas essenciais para quem vai viver com um gato adulto a partir de agora, veja.

1 – Primeiros contatos

Gatos que não foram manipulados e não tiveram o contato próximo com as pessoas serão adultos mais ariscos e reservados. Por isso, não são poucos os gatos que não aceitam colo e fogem de contato humano. No início será assim, o pet vai se sentir acuado, pois tudo será novo e desafiador. O correto é deixar que o gato venha até você, e com o tempo ele irá se sentir seguro com sua presença. Mas lembre-se, isso pode demorar meses. Não é uma boa ideia forçar o contato, perseguir ou acariciar demais no início. Uma dica é sentar-se no chão e chamar o felino com algum petisco ou brinquedo, estimulando a interação voluntária.

2- Não dê banhos no início

Como todos sabem, os gatos não gostam muito de água. Pelo mesmo motivo dito acima, evite momentos traumáticos e não dê banhos. O banho apenas é indicado quando o tutor conhece o histórico do animal e sabe que ele aceita bem essa forma de higiene, ou quando o animal já estiver completamente seguro e adaptado à nova casa. Se você for um tutor de primeira viagem, fique tranquilo quanto a isso, os gatos têm o hábito de se higienizar diariamente através das lambidas.

3- Crie um ambiente interessante

Procure deixar sempre disponível alguns brinquedos que estimulem a atividade física e a distração na rotina. Uma boa maneira de entreter o animal é espalhando brinquedos com petiscos pela casa para ele explorar o ambiente e se sentir mais à vontade. Quando estiver presente, comece a brincar gradativamente com o gatinho de acordo com o grau de interesse dele. Assim, é possível fazer com que ele se sinta mais seguro e feliz no novo lar.

4- Observe atentamente os comportamentos na rotina

Cada animal demora um tempo diferente para se adaptar, mas se o processo estiver muito lento, ou se o animal se recusar a comer, por exemplo, procure um Médico Veterinário ou algum especialista em comportamento animal para te ajudar.

Após indicar esses preparativos obrigatórios para todas as situações, vamos dar algumas dicas para quem está adotando um gato adulto, mas já tem outro pet em casa.

Tenho outro animal em casa

Se você já tem outro animal na casa, o processo de adaptação vai exigir cuidados para evitar possíveis problemas de disputa. Sendo assim, é importante ficar atento ao perfil comportamental do pet que já é residente. Primeiramente, se for um animal agressivo ou que você já notou que não aceita a aproximação de outros animais, talvez seja melhor repensar a possibilidade de trazer um outro integrante. Gatos que foram criados soltos com pouco ou nenhum contato humano são mais ariscos, geralmente também não aceitam o convívio próximo. Se não for o caso, vá em frente e siga os próximos passos.

Já tenho um cão

Muitas pessoas acham que é praticamente impossível um gato viver junto de um cão. Porém, é possível uma relação de respeito e paz entre as duas espécies sim.

#1 Passo

O primeiro passo consiste em criar um ambiente definido para cada animal, sem eles se encontrarem fisicamente. O gato (novo pet) deve ficar inicialmente com acesso restrito. Essa etapa deve durar alguns dias, pois assim é mais fácil eles se acostumarem com a presença do outro através dos odores e dos ruídos emitidos. Uma boa dica nessa fase é intercambiar objetos deles, como tecidos e brinquedos. Essa ação irá ajudar no dia que eles se encontrarem, pois o cheiro já será conhecido.

#2 Passo

Após os pets estarem menos eufóricos com as novidades, o próximo passo é aproximá-los. Essa etapa talvez seja a mais importante e para obter sucesso é necessário que o tutor e os animais estejam tranquilos. Para maior segurança, é aconselhado que o cão esteja equipado com uma coleira e uma guia. Em seguida, permita a aproximação lentamente, mantendo uma distância segura e que não assuste o gato, com o objetivo de se reconhecerem. Nunca segure o gato forçando-o a ficar por perto! Uma opção é fazer a separação por meio de uma porta. Se a primeira reação dos animais for negativa, repreenda os pets verbalmente e procure não insistir, tentando novamente outro dia.

#3 Passo

Se até o passo anterior tudo estiver ocorrendo como o planejado, mantenha o cão com a coleira e a guia e dê mais liberdade a cada um deles. É fundamental recompensar os dois animais quando eles demonstrarem atitudes positivas. A recompensa pode ser com petiscos ou com bastante carinho. Dessa forma, eles irão associar a presença do outro companheiro como algo bom.  Se for possível, estimular brincadeiras entre eles é uma ótima opção para reforçar o lado positivo da relação.

#4 Passo

A partir de agora é importante ficar sempre atento e não deixá-los sozinhos juntos, pelo menos por algumas semanas até você se certificar que está tudo seguro.

Já tenho um Gato

Basicamente, você deve seguir as mesmas recomendações acima, mas existem alguns cuidados específicos para esse caso.

Dobre os recursos: como serão dois gatos, é necessário que tenha no mínimo 2 potes de ração e de água, 2 caixas de areia e 2 caminhas. Isso evita a disputa por recursos, reduzindo as chances de brigas e demarcação de território.

Separe um quarto: o novo gato deve passar uns dias em um quarto separado, com sua própria caixa de areia, cama, comida e água, seguindo do que falamos no passo 1.

Separe-os por uma porta: alimente-os em lados opostos da mesma porta. Coloque as tigelas dos dois gatos em cada lado da porta de um cômodo. O objetivo é que os gatos associem a atividade prazerosa de comer com a presença do outro gato. Quando eles conseguem comer tranquilamente com as duas tigelas bem em frente uma da outra, abra a porta por alguns segundos, para que possam se ver enquanto comem.

Deixe-o explorar: Uma vez que o novo gato parece confortável em seu novo ambiente, está comendo bem, e usando sua caixa de areia, confine seu gato residente em outro quarto e deixe o novo gato explorar a casa. Isso permite que ele entre em contato com o cheiro do gato residente sem contato direto.

Brigas: se ocorrer brigas ou rosnados, assuste-os no exato momento da intercorrência para separar a briga. Atire uma toalha ou faça um barulho alto para interromper, e separe-os de cômodos. Continue a fornecer encontros supervisionados com os dois gatos, observando atentamente os sinais de tensão ou agressão. Se um gato parecer estar tenso, olhando ou se fixando no outro gato, tenha alguns petiscos ou brinquedos divertidos por perto para afastá-los um do outro.

Esperamos ter ajudado você nesta nobre atitude de adotar um pet adulto. A adoção é muito importante para reduzir o número de animais abandonados pelas ruas. Caso você tenha alguma dúvida, entre em contato com a gente via redes sociais, site ou deixe um comentário aqui no blog.