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A raça mais popular do mundo - o Vira-lata ou SRD

Temos falado bastante sobre raças de cães e gatos aqui no blog. Mostramos as incríveis características do Golden Retriever, Border Collie, Yorkshire, e dos felinos Persa e Maine Coon, entre outras. Mas, no texto a seguir vamos abordar a raça mais popular do mundo: O famoso ‘Vira-lata’!

Como surgiram os cães e gatos SRD?

Primeiramente, vamos explicar a sigla, SRD, o nome “oficial”: Sem Raça Definida.  É um animal onde não houve interferência humana direta em sua reprodução, sem intenção de criar um padrão, podendo ser uma mistura de raças puras (chamado popularmente de “mestiço”), ou de outros SRD’s.

Todo cão e gato de raça que existe hoje foi desenvolvido a partir de preferências que os humanos tinham, a fim de atingir determinados objetivos como habilidade de caça (por exemplo, nado, faro, força física, agilidade) e aparência (olhos grandes, orelhas longas, pelagem comprida, diferentes portes). Essas características são herdadas de pai para filho, através de uma reprodução controlada pelo homem. A “raça” nada mais é do que isso, um conjunto de características herdadas a fim de criar um animal dentro de um padrão estabelecido.

Não tem como definirmos o surgimento dos animais sem raça definida, assim como é incerto quando os ancestrais do cão e do gato doméstico se tornaram os animais que conhecemos hoje. Antes de começar o desenvolvimento das raças, todos animais eram SRD. Como o deslocamento era muito difícil e extremamente lento, os animais de cada região tinham características em comum (porte, pelagem, formato da cabeça e orelhas) porque não poderiam cruzar com indivíduos distantes da sua localização, porém mesmo assim não tinham um padrão físico, pois o homem não interferia ativamente na sua reprodução. Portanto, os SRD sempre existiram.

Eles adoecem menos?

Uma pergunta muito comum, que na verdade é uma grande crença geral das pessoas, é que os Vira-latas ficam menos doentes que os cães de raça pura. Se perguntarmos para veterinários, poderemos ouvir opiniões divergentes, pois cada um vai responder aquilo que observou com base na sua experiência profissional. Ou seja, depende de vários fatores. Portanto, a resposta dessa pergunta pode ser sim e não.

SIM: Estatisticamente, em condições iguais, ou seja, comparando animais domesticados bem cuidados, com assistência veterinária e nutrição de qualidade, a resposta é sim, os Vira-latas podem ter menos doenças. Essas doenças no caso são as genéticas, ou seja, herdadas. Mas, calma, isso não quer dizer de maneira nenhuma que os animais de raça são mais sensíveis, ou que estejam fadados a serem doentes. Na realidade, o que ocorre é que a reprodução de cães e gatos com características iguais vai aumentar as chances de um gene que carrega uma determinada condição seja passado de pai para filho. Já o SRD tem uma chance muito menor de receber o material genético específico para determinada doença, já que a “mistura” é muito maior.

NÃO: Se excluirmos a carga genética, ou se compararmos animais que foram criados de maneiras diferentes, não podemos de maneira nenhuma dizer que os vira-latas vão viver mais, ou são mais resistentes às doenças. O ambiente em que se vive e as condições da criação vão contar muito mais para a saúde do pet. Mesmo que o animal tenha um determinado gene, pode ser que ele não expresse isso na forma de doença, pois existem maneiras de prevenir, como: prática de exercícios físicos, nutrição específica, controle do peso, bem-estar psicológico. Além disso, os SRD’s não estão imunes de herdar um gene defeituoso também. Outro detalhe importante, é que atualmente existem diversas ferramentas de testes genéticos que ajudam o criador a identificar a presença do gene no animal, retirando da reprodução os animais que testaram positivo.

Mitos sobre os vira-latas

Existem alguns mitos antigos sobre os animais sem raça definida. Esses mitos surgiram porque as pessoas tendem a relacionar os vira-latas sempre aos cães e gatos de rua, visto que são mais raros os casos de animais de raça abandonados. Veja a seguir.

- São mais resistentes: não podemos afirmar que eles são mais resistentes, pois não existe nenhuma evidência científica disso. Conforme explicamos, eles têm menor chance de apresentar doenças hereditárias. A resistência, ou seja, a capacidade de o sistema imunológico trabalhar vai depender de uma série de fatores que não estão diretamente relacionados com a raça.

- Podem comer restos de comida: esse é o mito mais grave de todos. Algumas pessoas acham que pelos vira-latas terem muitas vezes origem nas ruas, eles podem comer restos, comida caseira ou até alimentos estragados. Qualquer pet, independentemente da raça, condição de saúde, porte ou idade deve sempre se alimentar com uma nutrição de qualidade. Em hipótese alguma o animal sem raça definida pode comer restos ou é mais resistente à comida estragada. Lembre-se que uma dieta equilibrada é um dos pilares para uma vila longa e saudável.

Sendo seu pet um simpático “vira-latinha”, um cão de raça, ou um felino, ofereça sempre a melhor nutrição possível através de um Plano Nutricional. Os animais têm necessidades específicas, que vão variar de acordo com espécie, porte, idade e condição de saúde. O Plano nutricional Farmina leva em conta as características únicas dos animais de estimação, indicando uma dieta ideal. Os leitores do blog contam com um benefício extra: um desconto especial com a indicação do local de compra mais próximo da sua residência. Clique aqui para saber.

- Vivem mais: não existe nenhuma evidência científica que na média os Vira-latas têm uma vida mais longa que os cães e gatos de raça. O que pode prolongar a vida do pet são os hábitos de vida saudáveis e o cuidado veterinário constante. E a expectativa de vida está relacionada com o porte do animal, principalmente nos cães. Os de porte grande e gigante geralmente tem uma vida mais curta que os de porte pequeno e médio.

6 motivos para você adotar um Vira-lata abandonado

1 - Diminui o número de animais da rua

O número de animais que vivem em situação de rua cresce cada vez mais por conta dos frequentes abandonos que acontecem nas cidades, principalmente dos vira-latas. Quando você decide adotar um pet sem raça definida, além de estar ganhando muito amor, você também contribui para diminuir o número de cães e gatos abandonados à própria sorte. Para contribuir ainda mais em relação à superpopulação, certifique-se de que o animal adotado é castrado. Caso ainda não seja, procure um Médico Veterinário de confiança para a realização do procedimento.

2 - Diminui a disseminação de doenças

Muitas doenças podem ser disseminadas entre animais que estão abandonados nas ruas sem o acompanhamento de um Médico Veterinário. Enfermidades contagiosas são as que mais ocorrem, colocando em risco a vida de outros animais e até dos seres-humanos, pois muitas são zoonoses.  Ao adotar um pet nessas condições, estamos contribuindo diretamente para a redução da disseminação dessas doenças.

3 - Um ato de bondade

É praticamente impossível um vira-lata ou qualquer outro pet não retribuir o carinho e a oportunidade que você deu a ele ao proporcionar um lar, uma alimentação de qualidade, atenção, saúde, higiene e tudo mais que envolva o seu bem-estar! De fato, adotar um cão ou gato sem raça é um grande ato solidário e de bondade!

4 - Eles são únicos

Diferentemente dos cães de raça, que devem seguir um padrão tanto nas suas características físicas como nas comportamentais, os vira-latas são animais únicos. Dificilmente você encontrará um muito parecido com outro, a não ser que eles sejam da mesma ninhada. Além das características físicas, as diferenças nas características comportamentais também são bastante interessantes. Por serem herdeiros de um padrão, os cachorros de raça têm um temperamento já conhecido, além das aptidões de trabalho como função de guarda, de pastoreio, de farejar, entre outras. Os animais sem raça são oriundos de cruzamentos indefinidos, que pode ter acontecido entre dois vira-latas, um de raça e um vira-lata ou entre duas raças diferentes. Portanto, eles sempre são uma ótima caixinha de surpresas.

5- Possibilidade de adotar um animal adulto

A maioria das pessoas prefere pegar um filhote, mas existem aqueles que optam por um animal já adulto. Como todos nós sabemos, um filhote exige muita dedicação, atenção e paciência em determinados momentos. Por serem pequenos e estarem em uma fase de desenvolvimento, eles ainda não possuem o total entendimento do que podem fazer ou não, resultando em algumas bagunças pela casa. O mesmo dificilmente ocorre com quem adota um cão adulto, pois eles já possuem certa maturidade. Além disso, adotar um pet adulto é um ato nobre, pois normalmente esses animais são rejeitados e acabam passando sua vida toda abandonados ou em abrigos.

6 – Custo inicial mais baixo

Os gastos iniciais ao adquirir um pet geralmente são menores para os vira-latas, por dois motivos. Primeiro, que a aquisição do animal será gratuita, ou no máximo terá uma pequena taxa para ajudar o abrigo ou ONG que doou. Cães e gatos de raça pura tem um custo de aquisição que se justifica pelo trabalho do criador em reproduzir aquela raça. Todos os cuidados, segurança e nutrição que os criadores sérios e profissionais oferecem representam custos. O segundo motivo é que atualmente a maioria das ONG’s entregam o animal castrado, com algumas doses das vacinas (dependendo da idade do pet) e vermifugado.

Esperamos ter elucidado as principais dúvidas em relação aos cães e gatos sem raça definida, e mostrado porque eles também são ótimos animais de estimação. Se você tiver alguma dúvida ou sugestão sobre esse e outros assuntos, entre em contato pelas nossas redes sociais, SAC, ou deixe um comentário nesta página.